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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cocaína: Histórias de quem vive no fim da linha

"Num gabinete amplo e com vista para a Praça do Areeiro, em Lisboa, a responsável do IDT (Paula Andrade) não evita um sorriso quando ouve o tema da reportagem. "A cocaína é, talvez, a droga mais difícil de catalogar", assegura. Uma abordagem tímida podia começar mais ou menos assim: pode ser inalada (o que se associa à vida da noite e à diversão), fumada, (com o nome de "free base", uma droga de rua usada por uma população considerada problemática) ou injectada (em conjunto com a heroína). É a segunda droga mais consumida pelos portugueses, no total e entre os jovens adultos, é mais consumida por homens do que por mulheres e o Algarve e Lisboa são as zonas com maiores prevalências de consumo. De acordo com alguns estudos, começam a surgir sinais preocupantes de consumo em festas trance - onde há poucos anos praticamente não existia."
Jornal Expresso
Ricardo Marques
artigo publicado da Revista Única de 21 de Novembro
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/548683

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Heroína e cocaína juntas matam duas vezes mais neurónios

Quando a cocaína e a heroína se juntam, numa perigosa associação conhecida por speedball, formam-se novos compostos que provocam lesões mais graves no sistema neuronal do que quando consumidas em separado. Uma investigação liderada pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular, de Coimbra, revelou que a união entre as duas drogas provoca a morte de 20 por cento das células no cérebro, enquanto a heroína sozinha mata dez por cento.
O projecto quer contribuir para a identificação de novos alvos terapêuticos para prevenir a formação dos compostos e, desta forma, evitar a morte celular.“Quando administramos a heroína e a cocaína não verificamos a soma dos efeitos de uma com a outra mas algo bem mais prejudicial. Há novos compostos que se formam que são duas vezes mais neurotóxicos e que não estão presentes quando as drogas são consumidas separadamente”, explica Catarina Resende de Oliveira, docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e presidente do Centro de Neurociências e Biologia Celular.
A pesquisa – que envolveu investigadores da Faculdade de Medicina e de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra e ainda da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto – quis tentar perceber o que acontecia a nível celular e molecular no cérebro com os chamados speedball que são cada vez mais populares entre os consumidores de drogas e cujos efeitos comportamentais e não só ainda estão muito pouco estudados. Conclusão? Quando as duas drogas se unem, matam mais células. “Estas drogas induzem a morte celular. No caso da cocaína não é muito significativa, mas a heroína leva cerca de 10 por cento das células neuronais à morte. E quando juntamos as duas a morte sobe para cerca de 20 por cento”, sublinha a investigadora. A partir do conhecimento dos compostos que se formam e dos mecanismos que ocorrem a nível celular e molecular poderá agora ser possível identificar potenciais alvos terapêuticos capazes de proteger os neurónios, adianta.
Equilíbrio de efeitos?
As alterações comportamentais provocadas pelos chamados speedball nos consumidores são ainda motivo de controvérsia entre os especialistas. Há quem defenda que se poderá assistir a um equilíbrio dos efeitos euforizantes de uma e sedativos de outra quando se opta pela administração em conjunto destas duas drogas e quem defenda que há uma potenciação efeitos da euforia com o uso combinado, nota Catarina Resende de Oliveira. Numa primeira fase o trabalho foi feito com recurso a células neuronais de rato em cultura e consistiu na administração de baixas concentrações da mistura de modo continuado. Agora, os investigadores já estão a recorrer a modelos in vivo, para obter mais dados sobre os danos da interacção entre opiáceos e cocaína nos tecidos neuronais de ratinhos. “Nesta avaliação mais qualitativa, verifica-se que há também mais tecidos danificados”, avança Catarina Resende Oliveira. Além de possíveis lesões no cérebro, os cientistas vão tentar caracterizar a distribuição destas drogas nos diferentes tecidos do cérebro e avaliar se os novos compostos gerados pela combinação das duas interferem na neurogénese, que garante um processo reparador das lesões nas células.
Andrea Cunha Freitas

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Cocaína

A cocaína é um estimulante aditivo que afecta directamente o cérebro. Foi considerada a droga dos anos 80 e 90 face à sua grande popularidade e uso estendido nessas décadas. No entanto, não se trata de uma droga nova. Na realidade, é uma das drogas conhecidas pela sua maior antiguidade.

A substância química pura, o cloridrato de cocaína, foi abusada por mais de 100 anos, e as folhas de coca, de onde se obtém a cocaína, foram ingeridas durante milhares de anos. Em meados do século XIX, a cocaína pura foi pela primeira vez extraída da folha do arbusto “Erythroxylum coca”, que cresce sobretudo no Peru e na Bolívia. No início do século XX, a cocaína converteu- se no estimulante principal da maioria dos tónicos e elixires que se criaram para tratar uma grande variedade de enfermidades. Na actualidade, a cocaína é reconhecida pelo seu grande potencial de abuso, mas que pode ser administrada para usos terapêuticos legítimos, como a anestesia local para certos tipos de cirurgias dos olhos, ouvidos e garganta.

Basicamente, existem duas formas químicas de cocaína: o sal de cloridrato e os cristais de cocaína (“freebase”). O sal de cloridrato pode ser usado em forma intravenosa ou intranasal. A forma “freebase” da cocaína pode fumar-se. A cocaína vende-se usualmente na rua em forma de um pó branco, fino e cristalino ou de um cristal que se conhece como “base”, “coca” ou “branca”.

Efeitos da cocaína a curto prazo: Aumento de energia; Diminuição de apetite; Agudeza mental; Aumento das palpitações do coração e da tensão arterial; Contracção dos vasos sanguíneos; Aumento da temperatura; Dilatação das pupilas

Consequências do abuso
Efeitos cardiovasculares:
irregularidades no ritmo cardíaco; ataques cardíacos
Efeitos respiratórios: dor de peito; paragem respiratória
Efeitos neurológicos: embolias; convulsões e dores de cabeça
Complicações gastrointestinais: dor abdominal; náusea
Efeitos da cocaína a longo prazo: Adicção; Irritabilidade e alterações de humor; Intranquilidade; Paranóia; Alucinações auditivas


Artigo Completo: http://www.blogger.com/www.dependencias.pt