Mostrar mensagens com a etiqueta Álcool. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Álcool. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Jovens portugueses experimentam o álcool cada vez mais cedo

Os jovens portugueses começam a experimentar cada vez mais cedo o consumo de álcool, bebem em maiores quantidades e embriagam-se mais vezes, revela um estudo do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) divulgado esta quarta-feira. 

O estudo sobre o consumo de álcool, tabaco e drogas em meio escolar, que decorreu em Maio e envolveu 13.000 alunos com idades entre os 13 e os 18 anos, revela que 37,3% dos alunos com 13 anos já experimentou beber álcool, número que sobe para 90,8% no jovens com 18 anos.
Oito por cento dos alunos com 13 anos revela que já apanhou uma "bebedeira", uma situação vivida por mais de metade (53,9%) dos jovens com 18 anos.
Relativamente à prevalência do consumo de bebidas alcoólicas ao longo da vida, o estudo revela que tem vindo a diminuir entre 2003 e 2011, sendo o decréscimo mais acentuado nas raparigas de 13 anos.

Fazendo um retrato do consumo de álcool entre os jovens, Joana Feijão, uma das autoras do estudo, referiu que "há uma maior quantidade de substâncias consumidas, principalmente as bebidas destiladas, e uma mudança dos [alunos] mais velhos para consumirem menos cervejas e mais [bebidas] destiladas".
"A maior quantidade de substância consumida traduz-se depois numa maior percentagem de alunos que refere não só ter-se embriagado, como tê-lo feito mais vezes", adiantou, referindo que quase um quarto dos alunos com 18 anos disse ter-se embriagado no últimos mês.
A investigadora alertou para as consequências destes consumos para a saúde dos jovens, "uma situação que deve merecer a atenção das autoridades de saúde, da Educação", mas também dos pais.
"Os pais não podem demitir-se. Se eu tenho um filho adolescente que sai à noite eu tenho de saber com quem vai, o que faz e o que é capaz de fazer. Não posso atribuir ao Estado toda a responsabilidade", defendeu.
Manuel Cardoso, do IDT, acrescentou, por seu turno, que "a intervenção tem de ser feita no sentido de tentar diminuir, atrasar o início dos consumos, a quantidade consumida porque os mais jovens não estão preparados biologicamente para poder consumir".
Alertou para as "consequências gravíssimas" destes consumos para a saúde, lembrando que estão a aparecer cada vez mais cedo dependências alcoólicas, cirroses hepáticas, além de outros problemas, como a violência associada ao álcool.
Apesar de ter diminuído o número de consumidores de álcool e de tabaco, "os que consomem, consomem com mais frequência", observou Joana Feijão.

Segundo o estudo, um terço dos jovens com 18 anos fuma, percentagem que desce para 5,3% nos alunos com 13 anos. Mas a percentagem de consumidores tem vindo a diminuir nas camadas mais jovens e estabilizou nos mais velhos.
Relativamente ao consumo de drogas, Joana Feijão adiantou que houve um aumento do número de jovens que experimentam, mas o número de consumidores habituais diminuiu.
No caso da cannabis, 27,1% dos alunos com 13 anos disse já ter experimentado este ano, refere o estudo, assinalando ainda o aumento de consumo de anfetaminas associado à cultura de diversão e o decréscimo do consumo de cocaína, com excepção no grupo dos 16 anos.
"Os resultados do consumo de droga até são bastante satisfatórios", sublinhou a investigadora, alertando que o consumo também é uma "questão de moda e de mercado", que manipula os consumidores.
"Não podemos olhar para o consumo de substâncias psicoactivas independentemente das leis do mercado. Há mercado e isto é um negócio" que rende muito dinheiro, acrescentou. 

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=2127512&page=-1

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Consumo de álcool

O Instituto da Droga e Toxicodependência quer proibir o consumo de álcool a menores de 18 anos e aumentar a fiscalização. A lei actual já prevê os 16 como idade limite, mas nem sempre é cumprida. Nalguns bares e discotecas de Lisboa, há miúdos de 13 anos a beber copos à noite.
De acordo com o II Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoactivas da População, o início do consumo de bebidas alcoólicas está a aumentar entre os 15 e os 17 anos, passando dos 30 por cento em 2001 para os 40 por cento em 2007.
Quase metade dos jovens entre os 15 e os 24 anos admitiu, pelo menos uma vez no último ano, ter tido um consumo tipo «binge» (mais de quatro doses de bebida numa só ocasião) e 11,2 por cento dos adolescentes entre os 15 e os 19 anos assumiram «ter-se embriagado no último mês».
O Inquérito Nacional em Meio Escolar diz que «a cerveja voltou a ser a bebida com maior prevalência de consumo entre os alunos», mas, nos bares das Janelas Verdes, os jovens garantem que «o melhor são os shots».
Os consumidores «apresentam também com mais frequência envolvimento com experimentação e consumo de tabaco e substâncias ilícitas e envolvimento em lutas e situações de violência na escola», alerta o Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool, do IDT, que a partir de hoje está em discussão.
Para reduzir os consumos, o IDT vai propor ao Ministério da Saúde que altere a permissão de venda e consumo dos actuais 16 para os 18 anos. A «promoção da fiscalização sistemática nos locais de consumo e venda» é outra das propostas apresentadas no plano.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=372300&page=0

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Consumo de álcool e drogas aumenta risco de doenças sexualmente transmissíveis

Quem usa garante que tem mais e melhor sexo, mas também admite mais percalços e desatenções. Os investigadores avisam que o efeito de certas substâncias pode ser fatal
Cocaína foi valorizada pelos inquiridos por ser o "afrodisíaco dos tempos modernos" e por estar na moda entre os jovens
Um estudo patrocinado pela Comissão Europeia revela uma relação entre o uso de álcool e de drogas por parte dos jovens e comportamentos sexuais de risco.
De acordo com um inquérito feito a 1341 pessoas, de nove cidades europeias, com idades entre os 16 e os 35 anos, este tipo de substâncias é usado de forma estratégica quer como factor de desinibição, quer para melhorar a performance sexual.
Entre o grupo de inquiridos de Lisboa, a cidade portuguesa escolhida pelos investigadores, 66,7 por cento afirmaram já ter consumido cannabis e 27,1 por cento experimentado cocaína. Um quarto afirmou ainda ter consumido ecstasy. O álcool é, em todo o caso, a substância mais usada de muito longe, com um resultado de 99,3.
No geral, contabilizando os participantes das nove cidades, os dados mostram que 28,6 por cento dos consumidores de álcool fazem-no para facilitar a existência de encontros sexuais. Já o uso de cocaína tem como objectivos prolongar a relação sexual (para 26,3 por cento dos consumidores desta substância) e aumentar as sensações durante o acto sexual (28,5).
A cannabis e o ecstasy estão também associados, sobretudo, ao aumento de sensações durante o acto sexual (25,8 e 22,6).
Os investigadores concluem ainda que a iniciação sexual antes dos 16 anos está associada ao uso do álcool, da cannabis, da cocaína e do ecstasy. E que as pessoas que consomem drogas de forma regular têm mais parceiros sexuais.
A cocaína é apresentada como a droga mais indicada pelos inquiridos que querem "explorar a excitação", que procuram "sexo invulgar" e "despertar sensações". "Em grande medida é o afrodisíaco moderno", concluem os autores do estudo, ontem divulgado à imprensa e que será publicado na revista BMC Public Health.
A comparação entre os utilizadores de cocaína regulares e aqueles que nunca experimentaram esta droga demonstrou que os primeiros são cinco vezes mais propensos a terem cinco ou mais parceiros sexuais no período de um ano, do que os últimos.
A mesma média é alcançada pelos consumidores de cannabis, cocaína ou ecstasy e pelos inquiridos que afirmaram ter estado bêbedos nas quatro semanas que antecederam o questionário.
Cocaína vista como sexy
Os autores do estudo, intitulado "O uso sexual do álcool e de drogas e os riscos para a saúde", chamam a atenção para o facto de estes dados poderem ser lidos como positivos pelos jovens e da necessidade de as campanhas na área das doenças sexualmente transmissíveis contraporem os riscos associados a este tipo de comportamentos.
É avançado o exemplo de estas substâncias diminuírem, a prazo, a potência sexual. Mas não só: apesar de sobretudo a cocaína ser vista como uma substância sexy, frequentemente a actividade sexual acompanhada do seu consumo "resulta em decisões menos informadas", em mais "relações desprotegidas" e em mais relações "de que as pessoas se arrependem".
O número dos que assumiram ser consumidores regulares é de 91 em 1341 participantes no questionário, mas são os seus utilizadores os que disseram mais vezes ter tido relações nos últimos 12 meses (58,2 por cento tiveram mais de 50 vezes) e os que mais vezes não usaram preservativo.
O mesmo vale para quase todas as outras substâncias alvo de estudo. Aqueles que consumiram álcool de uma forma regular (1011 num total de 1341 inquiridos) tiveram mais sexo, mas também tiveram mais sexo de forma "totalmente desprotegida".

Jornal Público 09.05.2008, Ricardo Dias Felner

segunda-feira, 31 de março de 2008

Viciados em álcool e tabaco 5 vezes mais numerosos que toxicodependentes

O director do departamento das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (ONUDD), o italiano Antonio Maria Costa, disse, numa conferência de imprensa, que o problema das drogas se havia "contido, mas não resolvido", de acordo com o relatório, que servirá de base à revisão da política internacional contra as drogas desenvolvida nos últimos dez anos.

Em 1998, a ONU lançou em Nova Iorque uma estratégia para "eliminar ou reduzir significativamente o cultivo ilegal da folha de cocaína, do cannabis e da dormideira até 2008".

Segundo Costa, os objectivos iniciais não foram cumpridos, ainda que os dependentes de drogas ilegais representem menos de cinco por cento da população mundial, um valor "cinco ou seis vezes inferior aos viciados em tabaco ou em álcool".

Costa sublinhou que as pessoas que consomem "drogas duras", as que causam danos mais graves na saúde, são aproximadamente 25 milhões, que equivale a 0,5 por cento da população mundial.

Cerca de 200 mil pessoas morrem por ano vítimas da toxicodependência.

O vice-secretário da ONU reconheceu que existe um problema de imagem na luta contra as drogas.

"Existem muito poucos recursos para tratamentos de prevenção e reabilitação. Dedica-se muito à erradicação dos cultivos (ilícitos) e pouco à erradicação da pobreza", explicou.

Também criticou as propostas de legalização das drogas como medida para acabar com o problema: "as drogas não são perigosas porque são ilegais, são ilegais porque são perigosas", acrescentou.

Os próprios dados das Nações Unidas mostram que os objectivos propostos há dez anos em Nova Iorque não foram alcançados.

A produção de cannabis estabilizou nos últimos dez anos, porém a concentração de tetraidrocanabinol (THC), princípio activo da planta, aumentou.

Isto supõe um aumento indirecto da produção, uma vez que é requerida menos quantidade dessa substância, segundo admitiu Costa.

(...)

Notícia completa em:
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=332207&visual=26

quarta-feira, 19 de março de 2008

Álcool e Condução

O álcool é um depressor do Sistema Nervoso Central que afecta as capacidades psicofisiológicas mesmo se ingerido em pequenas quantidades.
Do álcool ingerido apenas 5% é eliminado directamente, passando o restante para a corrente sanguínea através das paredes do estômago e da parte superior do intestino delgado. Este é transportado pelos vasos sanguíneos para diversos orgãos, passando pelo fígado que o decompõe apenas a uma média de 0,1 g/l por hora. Ao atingir o cérebro o álcool afecta progressivamente as capacidades físicas e psíquicas, afectando assim de forma negativa a condução.
Os efeitos ocorrem logo a seguir à ingestão, sendo o processo de absorção de 60 a 70 minutos, atingindo um valor máximo de 1/2 a 2 horas.
Ao afectar o Sistema Nervoso Central o álcool provoca os seguintes EFEITOS que prejudicam a condução:
• Estado de euforia, sensação de bem-estar e optimismo, e sobrevalorização das capacidades;
• Capacidades de atenção e concentração ficam diminuídas;
•Perturbação das capacidades sensoriais: redução da acuidade visual, alteração dos contornos dos objectos, incapacidade de avaliar correctamente distâncias e velocidades, redução da visão nocturna e crepuscular, aumento do tempo de recuperação após encadeamento e estreitamento do campo visual, com eliminação progressiva da visão periférica que poderá chegar à visão em túnel com o aumento das quantidades de álcool:
•Perturbação das capacidades perceptivas (informação recebida pelos orgãos dos sentidos é identificada mais lentamente);
•Aumento do tempo de reacção (aumento da distância de reacção e consequentemente da distância de paragem do veículo);
•Diminuição da resistência à fadiga;
•Descoordenação Psicomotora (travagens bruscas desnecessárias, grandes golpes de volante, manobras feitas com recurso ao acelerador);
•Alteração dos estados emocionais (agressividade, frustração, depressão ou outros que se transferem para a condução contendo riscos inerentes).