domingo, 31 de maio de 2009
Dia Mundial Sem Tabaco
A Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu para hoje, Dia Mundial Sem Tabaco, o tema das advertências nos pacotes de cigarros, uma iniciativa também defendida por associações portuguesas, que querem imagens chocantes nos maços, para impelir os fumadores a deixar o vício.Em Portugal, a legislação não contempla a utilização de imagens chocantes nos maços de cigarros, mas esta ideia é defendida pela Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo (COPPT), organização que reúne várias associações ligadas à saúde, educação e do ambiente, que têm em comum o interesse pela prevenção do tabagismo.Luís Rebelo, presidente desta associação, defendeu a campanha da OMS "Mostrar a verdade - Imagens de aviso, salvam vidas", à semelhança do que já acontece em países como o Brasil e o Canadá.
Contra o "marketing" de caixas de tabaco "glamourosas" propõe maços de tabaco ilustrados por imagens chocantes dos malefícios do tabaco acreditando que os fumadores terão mais vergonha em mostrar publicamente o seu vício.A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alerta, por seu lado, que Portugal está a falhar no controlo e prevenção do tabagismo.
A SPP considera que, em Portugal, "o tabaco ainda é muito barato; a fiscalização não é feita nos espaços públicos fechados, nem nas escolas; os tratamentos não são comparticipados e nem sequer é possível a sua prescrição na maioria das farmácias hospitalares". Sofia Ravara, médica da SPP, defende que o tabaco deveria ser mais caro, que deveria haver mais acções de fiscalização e campanhas de sensibilização, assim como o acesso universal a consultas de cessação tabágica e linhas telefónicas de apoio.
31.05.2009 – Jornal Público - Lusa
segunda-feira, 2 de março de 2009
Cigarros electrónicos não apagam o vício
De acordo com informação da Autoridade do Medicamento, "o produto cigarro electrónico com pacotes contendo nicotina e indicado para habituação tabágica deverá ser classificado como medicamento e a sua qualidade, segurança e eficácia avaliadas convenientemente antes da sua disponibilização no mercado". Até ao momento, o Infarmed não recebeu qualquer pedido de autorização de introdução no mercado.
No site de uma das empresas que vende os e-cigarretes ( a Imunostar), pode ler-se "fume sempre que desejar" ou "deixe de fumar sem deixar o vício com o novo cigarro electrónico". Vasco Jorge, director comercial, esclareceu que a publicidade à cessação tabágica "é um erro que vai ser brevemente corrigido". "O cigarro electrónico substitui o cigarro convencional e pode ser consumido nos locais onde é proibido fumar, mas não é um produto de desabituação tabágica", reconhece. Outra vantagem é não conter as cerca de cinco mil substâncias tóxicas (50 das quais cancerígenas) presentes nos cigarros convencionais.
Os supostos benefícios do e-cigarrette são anunciados por várias empresas. No site da Brigtek, é mesmo publicitado como "o produto mais eficaz e económico para deixar de fumar". Noutros casos, não há referências directas à cessação tabágica (como o da Noveedados), mas num contacto mais directo, a responsável, Nancy Brett, defende a eficácia na redução do consumo.
No fim do ano passado, a Organização Mundial de Saúde alertou para o facto de os cigarros electrónicos não serem um método para deixar de fumar e conterem aditivos químicos que podem ser tóxicos, não estando demonstrada a sua inocuidade.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Um quinto dos portugueses fuma menos por causa da nova lei.

31.12.2008, Jornal Público, Catarina Gomes
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Um quarto dos fumadores pode desenvolver obstrução crónica dos pulmões

Segundo a avaliação, apenas dez por cento dos rastreados tinham consultado um médico por causa de uma alteração respiratória. No estudo participaram 4210 homens e 1105 mulheres, com a média de idades a rondar os 50 anos, os hábitos tabágicos foram semelhantes entre o sexo feminino e masculino, verificando-se que a população analisada que deixou de fumar fê-lo, em média, por volta dos 40 anos.A iniciativa permitiu detectar casos de obstrução pulmonar, assim como informar a população sobre esta doença crónica e silenciosa. A DPOC é, de acordo com a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, a única doença crónica que regista crescimento e mata mais do que o cancro do pulmão ou mesmo a SIDA. A doença caracteriza-se por obstrução dos canais respiratórios que diminui a quantidade de ar que entra nos pulmões e é acompanhada por dificuldade respiratória (dispneia), tosse e aumento da produção de expectoração. As conclusões deste estudo vão ser divulgadas sexta-feira no Congresso de Pneumologia que se realiza no Porto. O estudo incluiu empresas privadas de ramos tão diferentes como indústria têxtil, comércio, indústria metalúrgica, serviços, e instituições públicas de saúde como hospitais, centros de saúde e unidades de saúde familiar.
04.12.2008 - 16h14 Lusa – Jornal Público
terça-feira, 17 de junho de 2008
Parar de Fumar: comece hoje!
Nos últimos anos, as claras evidências que comprovam os efeitos altamente nocivos do tabagismo na saúde, têm resultado, entre outros aspectos, na divulgação de campanhas de sensibilização para o abandono definitivo do acto de fumar. Mesmo assim, a tendência para o aumento desta epidemia não pára de crescer, pelo que nunca será de mais relembrar alguns dos dados concretos que colocam o tabagismo como o principal factor de risco modificável tanto para a angina de peito, como para o enfarte agudo de miocárdio.
De facto, é possível identificar, entre gases e partículas, mais de 4000 compostos libertados na combustão de um cigarro. Destes, existem três especialmente perigosos: a nicotina, principal responsável pela hipertensão, taquicardia, irritabilidade e dependência; os alcatrões, potentes agentes cancerígenos; e o monóxido de carbono, que se liga à hemoglobina, reduzindo a sua capacidade transportadora de oxigénio aos tecidos e aumentando a insuficiência de vários órgãos e do sistema arterial.
Como se os malefícios a que os fumadores activos estão sujeitos não bastassem, sabemos hoje que os componentes que o tabaco liberta para a atmosfera (processo designado por “corrente secundária”) têm ainda maior concentração de produtos tóxicos que a “corrente principal”, inalada pelo fumador. Por estas razões e no sentido de proteger os cidadãos residentes em Portugal da exposição involuntária ao fumo do tabaco, o Governo Português aprovou recentemente uma nova legislação (que entra em vigor a 1 de Janeiro de 2008) que limita ou impede o acto de fumar em locais de atendimento público e de trabalho, restaurantes e estabelecimentos hoteleiros, entre outros.
No sentido de despertar os leitores para deixarem de fumar e/ou ajudarem os amigos fumadores a fazê-lo, terminamos com alguns factos que têm tanto de frieza como de verdade…
Razões de saúde, económicas e sociaispara deixar de fumar
Fumar 10 cigarros por dia aumenta a mortalidade em 18% nos homens e 31% nas mulheres;
O acto de fumar resulta numa redução da expectativa de vida entre 5 e 8 anos;
O tabaco é a causa directa de cerca de 20% dos enfartes;
Os fumadores têm o dobro da prevalência de cancro e de angina de peito que os não fumadores;
As mulheres fumadoras que tomam anticoncepcionais orais apresentam um risco de sofrerem enfarte de miocárdio 10 vezes superior às mulheres não fumadoras com o mesmo método anticoncepcional;
As mulheres que fumaram e continuam a fazê-lo depois da menopausa têm uma maior descalcificação óssea e mais de 50% de probabilidade de sofrer fracturas comparativamente com as mulheres não fumadoras;
Um em cada três fumadores tem bronquite crónica;
Os trabalhadores que fumam mais de 20 cigarros por dia têm três vezes mais baixas laborais que os que não fumam;
Um fumador passivo que permaneça cerca de uma hora num ambiente com elevada concentração de fumo, terá inalado substâncias químicas equivalentes ao fumo de 3 cigarros;
A Organização Mundial da Saúde calcula que morrem anualmente 4 milhões de pessoas directamente por causa do tabaco. Prevê-se que este número suba para 10 milhões no ano 2025.
O que acontece quando se deixa de fumar?
Após 6 horas, o batimento cardíaco e a pressão arterial iniciam uma descida, embora possam levar algumas semanas a atingir valores normais;
Após 12 horas, denota-se alguma melhoria na função pulmonar e diminuem as possíveis faltas de ar;
Após 2 dias, o cheiro e o paladar ficam mais apurados;
Entre 2 e 12 semanas, a circulação sanguínea torna-se mais eficiente e as actividades físicas tornam-se mais fáceis;
Após 3 a 9 meses, diminuem os problemas respiratórios e a função pulmonar aumenta cerca de 10%;
Após 2 anos, o risco de ataque cardíaco é duas vezes inferior ao de um indivíduo fumador;
Após 5 anos, o risco de cancro de pulmão é duas vezes inferior ao de um indivíduo fumador e o risco de ataque cardíaco será igual ao de uma pessoa que nunca fumou.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
domingo, 1 de junho de 2008
Consultas de cessação tabágica

O número de consultas de cessação tabágica nas unidades do Serviço Nacional de Saúde tem vindo a aumentar paulatinamente nos últimos tempos. Segundo a Direcção-Geral da Saúde (ver microsite do tabaco em http://www.dgs.pt/) havia, no final de Abril, cerca de duas centenas de consultas para ajudar os fumadores a largar o vício, de Norte a Sul do país. A maior parte destas consultas funciona em centros de saúde (só um quarto está localizada em hospitais, que normalmente tratam os casos mais graves). A região Norte é a que disponibiliza mais consultas de cessação tabágica (73), seguida da região Centro (54) e de Lisboa e Vale do Tejo (46). No Algarve há 11 consultas deste tipo, enquanto no Alentejo existem apenas oito. A lei do tabaco diz que devem ser criadas consultas de apoio aos fumadores em todos os centros de saúde e serviços hospitalares públicos.
Jornal Público 31.05.2008, Alexandra Campos
sexta-feira, 23 de maio de 2008
A decisão de deixar o cigarro é contagiosa

segunda-feira, 31 de março de 2008
Viciados em álcool e tabaco 5 vezes mais numerosos que toxicodependentes
O director do departamento das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (ONUDD), o italiano Antonio Maria Costa, disse, numa conferência de imprensa, que o problema das drogas se havia "contido, mas não resolvido", de acordo com o relatório, que servirá de base à revisão da política internacional contra as drogas desenvolvida nos últimos dez anos.
Em 1998, a ONU lançou em Nova Iorque uma estratégia para "eliminar ou reduzir significativamente o cultivo ilegal da folha de cocaína, do cannabis e da dormideira até 2008".
Segundo Costa, os objectivos iniciais não foram cumpridos, ainda que os dependentes de drogas ilegais representem menos de cinco por cento da população mundial, um valor "cinco ou seis vezes inferior aos viciados em tabaco ou em álcool".
Costa sublinhou que as pessoas que consomem "drogas duras", as que causam danos mais graves na saúde, são aproximadamente 25 milhões, que equivale a 0,5 por cento da população mundial.
Cerca de 200 mil pessoas morrem por ano vítimas da toxicodependência.
O vice-secretário da ONU reconheceu que existe um problema de imagem na luta contra as drogas.
"Existem muito poucos recursos para tratamentos de prevenção e reabilitação. Dedica-se muito à erradicação dos cultivos (ilícitos) e pouco à erradicação da pobreza", explicou.
Também criticou as propostas de legalização das drogas como medida para acabar com o problema: "as drogas não são perigosas porque são ilegais, são ilegais porque são perigosas", acrescentou.
Os próprios dados das Nações Unidas mostram que os objectivos propostos há dez anos em Nova Iorque não foram alcançados.
A produção de cannabis estabilizou nos últimos dez anos, porém a concentração de tetraidrocanabinol (THC), princípio activo da planta, aumentou.
Isto supõe um aumento indirecto da produção, uma vez que é requerida menos quantidade dessa substância, segundo admitiu Costa.
(...)Notícia completa em:
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=332207&visual=26
