domingo, 20 de julho de 2008
Hi Summer 08
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Congresso Cidades, Saúde e Segurança

Destacaram-se, como matérias em discussão neste encontro, aspectos ligados espaços recreativos, a mobilidade causada pelos cidadãos durante os dias de semana e, especialmente, ao fim-de-semana e a avaliação do impacto que estas actividades têm na vida das cidades, assim como questões ligadas aos comportamentos violentos, comportamentos sexuais de risco e ao consumo de substâncias psicoactivas, lícitas e ilícitas.
No final do Congresso, que contou com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, foi assinada a constituição do Observatório para o Estudo e Monitorização das Actividades Recreativas, um Projecto pioneiro a nível nacional, que contou, para além das três subscritores fundadores acima mencionados, com a subscrição da Câmara Municipal de Coimbra e da Quebra Produções Lda.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
domingo, 22 de junho de 2008
Plastic Session
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Conferência de Imprensa
Foi ontem, dia18 de Junho, apresentado, em Conferência de Imprensa, no auditório da FNAC, no Centro Comercial Forum, o Congresso Cidades, Saúde e Segurança e a constituição do Observatório das Cidades Recreativas. Para o efeito estiveram presentes o Prof. Doutor Eduardo Santos do IPCDVS da Universidade de Coimbra, o Dr. Fernando Mendes do IREFREA e o dr. Paulo Anjos da Associação Existências.
Observatório das Cidades Recreativas
Coimbra vai ter um Observatório das Cidades Recreativas. O projecto, que é pioneiro na Região Centro, traduz-se na criação de um plataforma que irá inclui várias instituições, nacionais e estrangeiras, ligadas à saúde e à segurança, sobretudo às áreas da prevenção de comportamentos de risco e uso de substâncias psicoactivas em contextos de recriação nocturnos. A criação do observatório será um dos pontos em agenda no Congresso Internacional Cidades, Saúde e Segurança, que irá decorrer em Coimbra nos dias 7, 8 e 9 de Julho. O Observatório tem como objectivo "estudar, investigar e monitorizar" fenómenos relacionados com os contextos recreativos em diferentes cidades, sobretudo no que toca ao consumo de substâncias psicoactivas associado à violência, aos comportamentos sexuais de risco e à condução perigosa. Ângela Marques, da Associação Existências, entidade sedeada em Coimbra que se dedica à prevenção de comportamentos de risco e uma das fundadoras do Observatório, espera que a adesão "dos parceiros" seja a maior possível. Para além de desenvolver estudos acerca das realidades de cada uma das cidades que aderir ao projecto, o Observatório pretende também, numa fase posterior, fomentar a intervenção no terreno, informando os jovens e fomentando atitudes "responsáveis" perante situações de risco. "Será uma base de trabalho. Depois, com os parceiros europeus, vamos vendo quais são as necessidades de cada cidade e, sim, partir para o terreno", adianta Ângela Marques. A assinatura do documento para a criação do Observatório das Cidades Recreativas está marcada para a cerimónia de encerramento do Congresso Internacional Cidades, Saúde e Segurança. O congresso é promovido pela Associação Existências, em colaboração com o Irefrea Portugal (organização não-governamental que trabalha na área da prevenção) e com Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social da Universidade de Coimbra. No encontro, que vai reunir representantes de diversas instituições, nacionais e estrangeiras, pretende debater-se, entre outras questões, "o papel das autarquias" em questões relacionadas com a saúde e segurança das cidades. Os promotores do observatório querem intervir no terreno, informando e fomentando "atitudes responsáveis"
19.06.2008, Jornal público - Maria João Lopes
terça-feira, 17 de junho de 2008
Parar de Fumar: comece hoje!
Nos últimos anos, as claras evidências que comprovam os efeitos altamente nocivos do tabagismo na saúde, têm resultado, entre outros aspectos, na divulgação de campanhas de sensibilização para o abandono definitivo do acto de fumar. Mesmo assim, a tendência para o aumento desta epidemia não pára de crescer, pelo que nunca será de mais relembrar alguns dos dados concretos que colocam o tabagismo como o principal factor de risco modificável tanto para a angina de peito, como para o enfarte agudo de miocárdio.
De facto, é possível identificar, entre gases e partículas, mais de 4000 compostos libertados na combustão de um cigarro. Destes, existem três especialmente perigosos: a nicotina, principal responsável pela hipertensão, taquicardia, irritabilidade e dependência; os alcatrões, potentes agentes cancerígenos; e o monóxido de carbono, que se liga à hemoglobina, reduzindo a sua capacidade transportadora de oxigénio aos tecidos e aumentando a insuficiência de vários órgãos e do sistema arterial.
Como se os malefícios a que os fumadores activos estão sujeitos não bastassem, sabemos hoje que os componentes que o tabaco liberta para a atmosfera (processo designado por “corrente secundária”) têm ainda maior concentração de produtos tóxicos que a “corrente principal”, inalada pelo fumador. Por estas razões e no sentido de proteger os cidadãos residentes em Portugal da exposição involuntária ao fumo do tabaco, o Governo Português aprovou recentemente uma nova legislação (que entra em vigor a 1 de Janeiro de 2008) que limita ou impede o acto de fumar em locais de atendimento público e de trabalho, restaurantes e estabelecimentos hoteleiros, entre outros.
No sentido de despertar os leitores para deixarem de fumar e/ou ajudarem os amigos fumadores a fazê-lo, terminamos com alguns factos que têm tanto de frieza como de verdade…
Razões de saúde, económicas e sociaispara deixar de fumar
Fumar 10 cigarros por dia aumenta a mortalidade em 18% nos homens e 31% nas mulheres;
O acto de fumar resulta numa redução da expectativa de vida entre 5 e 8 anos;
O tabaco é a causa directa de cerca de 20% dos enfartes;
Os fumadores têm o dobro da prevalência de cancro e de angina de peito que os não fumadores;
As mulheres fumadoras que tomam anticoncepcionais orais apresentam um risco de sofrerem enfarte de miocárdio 10 vezes superior às mulheres não fumadoras com o mesmo método anticoncepcional;
As mulheres que fumaram e continuam a fazê-lo depois da menopausa têm uma maior descalcificação óssea e mais de 50% de probabilidade de sofrer fracturas comparativamente com as mulheres não fumadoras;
Um em cada três fumadores tem bronquite crónica;
Os trabalhadores que fumam mais de 20 cigarros por dia têm três vezes mais baixas laborais que os que não fumam;
Um fumador passivo que permaneça cerca de uma hora num ambiente com elevada concentração de fumo, terá inalado substâncias químicas equivalentes ao fumo de 3 cigarros;
A Organização Mundial da Saúde calcula que morrem anualmente 4 milhões de pessoas directamente por causa do tabaco. Prevê-se que este número suba para 10 milhões no ano 2025.
O que acontece quando se deixa de fumar?
Após 6 horas, o batimento cardíaco e a pressão arterial iniciam uma descida, embora possam levar algumas semanas a atingir valores normais;
Após 12 horas, denota-se alguma melhoria na função pulmonar e diminuem as possíveis faltas de ar;
Após 2 dias, o cheiro e o paladar ficam mais apurados;
Entre 2 e 12 semanas, a circulação sanguínea torna-se mais eficiente e as actividades físicas tornam-se mais fáceis;
Após 3 a 9 meses, diminuem os problemas respiratórios e a função pulmonar aumenta cerca de 10%;
Após 2 anos, o risco de ataque cardíaco é duas vezes inferior ao de um indivíduo fumador;
Após 5 anos, o risco de cancro de pulmão é duas vezes inferior ao de um indivíduo fumador e o risco de ataque cardíaco será igual ao de uma pessoa que nunca fumou.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Mitos sobre a Marijuana 2
Mito: A marijuana não faz tão mal como os cigarrosdomingo, 1 de junho de 2008
Consultas de cessação tabágica

O número de consultas de cessação tabágica nas unidades do Serviço Nacional de Saúde tem vindo a aumentar paulatinamente nos últimos tempos. Segundo a Direcção-Geral da Saúde (ver microsite do tabaco em http://www.dgs.pt/) havia, no final de Abril, cerca de duas centenas de consultas para ajudar os fumadores a largar o vício, de Norte a Sul do país. A maior parte destas consultas funciona em centros de saúde (só um quarto está localizada em hospitais, que normalmente tratam os casos mais graves). A região Norte é a que disponibiliza mais consultas de cessação tabágica (73), seguida da região Centro (54) e de Lisboa e Vale do Tejo (46). No Algarve há 11 consultas deste tipo, enquanto no Alentejo existem apenas oito. A lei do tabaco diz que devem ser criadas consultas de apoio aos fumadores em todos os centros de saúde e serviços hospitalares públicos.
Jornal Público 31.05.2008, Alexandra Campos
sábado, 31 de maio de 2008
Efeitos do Ecstasy
Pequenas doses de MDMA provocam efeitos alucinogénos e estimulantes. À medida que a dose é aumentada prevalecem os efeitos estimulantes.sexta-feira, 30 de maio de 2008
Mitos sobre a Marijuana 1

Verdade: De facto não nos pode matar directamente – mas isso não significa que seja livre de riscos. O consumo regular de marijuana demonstrou estar associado a problemas de longo prazo, incluindo a perda de memória e cancro do pulmão. Sobretudo para um cérebro em desenvolvimento, como o dos adolescentes, marijuana pode ser particularmente tóxica – a sua utilização pode conduzir a ataques de pânico, depressão e outros problemas de saúde mental.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
A decisão de deixar o cigarro é contagiosa

quinta-feira, 22 de maio de 2008
Queima das Fitas com menos queixas de ruído do que em anos anteriores

De acordo com o comissário Nuno Dinis, da PSP de Coimbra, a redução das queixas ficou a dever-se a um "maior empenhamento da comissão organizadora na diminuição do volume da música das tendas de música electrónica", que a polícia acredita serem as responsáveis pela maior parte das queixas recebidas. No que diz respeito à criminalidade participada durante a festa estudantil, os números também desceram na edição deste ano da Queima das Fitas. Em 2007, a PSP registou cerca de 40 incidentes como pequenos furtos, assaltos a viaturas e agressões, sendo que este ano o número desceu para as 16 ocorrências.Ontem, o comandante da PSP de Coimbra, Bastos Leitão, anunciou também o "abrandamento da criminalidade em Abril e Maio", contrariando o recrudescimento da delinquência verificado no primeiro trimestre do ano. Sem adiantar dados concretos, Bastos Leitão revelou que as maiores descidas se verificaram nos roubos na via pública, nos furtos por esticão e nos assaltos a viaturas.
Ao invés, de acordo com o comandante da PSP, os furtos em residências e no interior de viaturas continuam a apresentar níveis "preocupantes". "São dados que não estão ainda completamente consolidados e que representam apenas uma tendência", declarou Bastos Leitão, remetendo uma análise mais aprofundada para o final do primeiro semestre.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Dicionário do IDT já não define betinho e careta
20.05.2008, Bruno Nunes
terça-feira, 20 de maio de 2008
CDS-PP critica direcção do IDT por tratar "com ligeireza" consumo de droga

Lisboa, 12 Mai (Lusa)
- A deputada do CDS-PP Teresa Caeiro considerou hoje que a direcção do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) "tratou com ligeireza" o consumo de droga, no "dicionário de calão" disponível no site do Instituto destinada a jovens.
"O dicionário do IDT é irresponsável. Passar a ideia que um betinho é alguém que não se droga e por isso desinteressante e conservador é uma brincadeira de muito mau gosto", considerou Teresa Caeiro, em declarações à Lusa.
O site do IDT destinado a crianças e jovens (www.tu-alinhas.pt) contém um dicionário onde se pode aprender que "betinho", "cocó" ou "careta" é "aquele que não consome droga e, por isso, é considerado conservador, desprezível e desinteressante".
Para a deputada democrata-cristã, o dicionário "passa a ideia que é socialmente careta um jovem não se drogar".
"O IDT é um organismo público que prossegue fins públicos. É por isso inaceitável que trate com ligeireza o consumo de droga e que incentive frases de quem se acha engraçadinho", criticou, acrescentando que a direcção do IDT devia "ser responsável perante o erro".
SF.
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-05-12
terça-feira, 13 de maio de 2008
Pais acusam Instituto da Droga
Quem quiser consultar esta noticia da RTP, do dia 12 do corrente mês de Maio, pode ir ao seguinte endereço:
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=345466&headline=98&visual=25&tema=27
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Consumo de álcool e drogas aumenta risco de doenças sexualmente transmissíveis
Cocaína foi valorizada pelos inquiridos por ser o "afrodisíaco dos tempos modernos" e por estar na moda entre os jovens
Um estudo patrocinado pela Comissão Europeia revela uma relação entre o uso de álcool e de drogas por parte dos jovens e comportamentos sexuais de risco.
De acordo com um inquérito feito a 1341 pessoas, de nove cidades europeias, com idades entre os 16 e os 35 anos, este tipo de substâncias é usado de forma estratégica quer como factor de desinibição, quer para melhorar a performance sexual.
Entre o grupo de inquiridos de Lisboa, a cidade portuguesa escolhida pelos investigadores, 66,7 por cento afirmaram já ter consumido cannabis e 27,1 por cento experimentado cocaína. Um quarto afirmou ainda ter consumido ecstasy. O álcool é, em todo o caso, a substância mais usada de muito longe, com um resultado de 99,3.
No geral, contabilizando os participantes das nove cidades, os dados mostram que 28,6 por cento dos consumidores de álcool fazem-no para facilitar a existência de encontros sexuais. Já o uso de cocaína tem como objectivos prolongar a relação sexual (para 26,3 por cento dos consumidores desta substância) e aumentar as sensações durante o acto sexual (28,5).
A cannabis e o ecstasy estão também associados, sobretudo, ao aumento de sensações durante o acto sexual (25,8 e 22,6).
Os investigadores concluem ainda que a iniciação sexual antes dos 16 anos está associada ao uso do álcool, da cannabis, da cocaína e do ecstasy. E que as pessoas que consomem drogas de forma regular têm mais parceiros sexuais.
A cocaína é apresentada como a droga mais indicada pelos inquiridos que querem "explorar a excitação", que procuram "sexo invulgar" e "despertar sensações". "Em grande medida é o afrodisíaco moderno", concluem os autores do estudo, ontem divulgado à imprensa e que será publicado na revista BMC Public Health.
A comparação entre os utilizadores de cocaína regulares e aqueles que nunca experimentaram esta droga demonstrou que os primeiros são cinco vezes mais propensos a terem cinco ou mais parceiros sexuais no período de um ano, do que os últimos.
A mesma média é alcançada pelos consumidores de cannabis, cocaína ou ecstasy e pelos inquiridos que afirmaram ter estado bêbedos nas quatro semanas que antecederam o questionário.
Cocaína vista como sexy
Os autores do estudo, intitulado "O uso sexual do álcool e de drogas e os riscos para a saúde", chamam a atenção para o facto de estes dados poderem ser lidos como positivos pelos jovens e da necessidade de as campanhas na área das doenças sexualmente transmissíveis contraporem os riscos associados a este tipo de comportamentos.
É avançado o exemplo de estas substâncias diminuírem, a prazo, a potência sexual. Mas não só: apesar de sobretudo a cocaína ser vista como uma substância sexy, frequentemente a actividade sexual acompanhada do seu consumo "resulta em decisões menos informadas", em mais "relações desprotegidas" e em mais relações "de que as pessoas se arrependem".
O número dos que assumiram ser consumidores regulares é de 91 em 1341 participantes no questionário, mas são os seus utilizadores os que disseram mais vezes ter tido relações nos últimos 12 meses (58,2 por cento tiveram mais de 50 vezes) e os que mais vezes não usaram preservativo.
O mesmo vale para quase todas as outras substâncias alvo de estudo. Aqueles que consumiram álcool de uma forma regular (1011 num total de 1341 inquiridos) tiveram mais sexo, mas também tiveram mais sexo de forma "totalmente desprotegida".
Jornal Público 09.05.2008, Ricardo Dias Felner
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Nov'Ellos na Queima das Fitas
"Marcha Global da Marijuana"
A "Marcha Global pela Marijuana" é um encontro anual que se realiza desde 1999.
Antes que te Queimes - Abertura Oficial da Intervenção
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Cocaína
A cocaína é um estimulante aditivo que afecta directamente o cérebro. Foi considerada a droga dos anos 80 e 90 face à sua grande popularidade e uso estendido nessas décadas. No entanto, não se trata de uma droga nova. Na realidade, é uma das drogas conhecidas pela sua maior antiguidade.
A substância química pura, o cloridrato de cocaína, foi abusada por mais de 100 anos, e as folhas de coca, de onde se obtém a cocaína, foram ingeridas durante milhares de anos. Em meados do século XIX, a cocaína pura foi pela primeira vez extraída da folha do arbusto “Erythroxylum coca”, que cresce sobretudo no Peru e na Bolívia. No início do século XX, a cocaína converteu- se no estimulante principal da maioria dos tónicos e elixires que se criaram para tratar uma grande variedade de enfermidades. Na actualidade, a cocaína é reconhecida pelo seu grande potencial de abuso, mas que pode ser administrada para usos terapêuticos legítimos, como a anestesia local para certos tipos de cirurgias dos olhos, ouvidos e garganta.
Basicamente, existem duas formas químicas de cocaína: o sal de cloridrato e os cristais de cocaína (“freebase”). O sal de cloridrato pode ser usado em forma intravenosa ou intranasal. A forma “freebase” da cocaína pode fumar-se. A cocaína vende-se usualmente na rua em forma de um pó branco, fino e cristalino ou de um cristal que se conhece como “base”, “coca” ou “branca”.
Efeitos da cocaína a curto prazo:
Consequências do abuso
Efeitos cardiovasculares: irregularidades no ritmo cardíaco; ataques cardíacos
Efeitos respiratórios: dor de peito; paragem respiratória
Efeitos neurológicos: embolias; convulsões e dores de cabeça
Complicações gastrointestinais: dor abdominal; náusea
Efeitos da cocaína a longo prazo: Adicção; Irritabilidade e alterações de humor; Intranquilidade; Paranóia; Alucinações auditivas
Artigo Completo: http://www.blogger.com/www.dependencias.pt
Morte do "pai" do LSD
Um comunicado hoje divulgado na Internet pelo presidente da Associação Multidisciplinar para Estudos Psicadélicos, Rick Doblin, refere que Hofman faleceu de ataque cardíaco em casa, na Suíça e confirmada à agência Associated Press por Doris Stuker, um residente da aldeia de Burg im Leimental, aldeia dos montes Jura para onde Hofman se retirou quando se reformou em 1971.
Aparentemente, os laboratórios não encontraram qualquer utilidade prática para o composto, que teria caído no esquecimento se o próprio Hofman não o tivesse tomado involuntariamente durante uma experiência laboratorial a 16 de Abril de 1943.
«Tive de interromper o trabalho e ir para casa porque senti subitamente uma sensação de desassossego e de ligeira tontura», escreveu posteriormente num relatório aos seus chefes na Sandoz.
«O que estava a pensar aparecia-me em cores e imagens», afirmou numa entrevista à televisão suíça SF DRS quando fez 100 anos: «Durou duas horas e depois desapareceu».
Três dias depois, Hofman repetiu a experiência com uma dose maior: o resultado foi uma viagem de terror.
«A substância que queria experimentar tomou conta de mim. Fui acometido por um medo avassalador que me enlouquecia. Fui transportado para um mundo diferente, um tempo diferente», escreveu.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Drogas e cérebro
http://www.jellinek.nl/brain/ (também em português)
sábado, 12 de abril de 2008
Álcool
Efeitos imediatos
O álcool tem um efeito relaxante que causa prazer. Muitas das pessoas que bebem de forma moderada, 1 a 2 unidades por dia, acham que pode aliviar o stress, relaxar e aumentar o apetite. Mas os seus efeitos podem também levar a alterações de humor e conduzir a problemas sociais, psicológicos e de saúde.
Considera-se como regra geral que um homem não deve beber mais de 3 a 4 unidades por dia e as mulheres 2 a 3. Um copo pequeno de vinho, uma garrafa de cerveja de 33cl ou uma dose de bebida espirituosa, são considerados como uma unidade de álcool, mas tudo depende da percentagem de álcool que cada bebida contém.
O álcool pode causar alterações da coordenação motora e por essa razão, quando se bebeu mesmo em pequenas quantidades, não se deve conduzir.
Efeitos a longo prazo
As pessoas que bebem grandes quantidades de álcool diariamente (10 ou mais unidades por dia, para os homens e 6 ou mais, para as mulheres) sofrem com freqüência os efeitos que o álcool provoca no fígado, coração e cérebro. O álcool causa dependência física e psicológica. Quem bebe muito, em regra, come mal, o que também pode afectar negativamente o estado de saúde, agravar problemas emocionaise doença mental. A mistura de álcool com medicamentos pode ser perigosa, mesmo quando se trata de venda livre, como, por exemplo, o paracetamol.
(Maria José Campos)
Artigo completo, Revista Acção & Tratamentos, Nº 8
Janeiro – Fevereiro de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Criminalidade relacionada com a droga
A expressão «criminalidade relacionada com a droga» é utilizada para classificar quatro tipos de crimes:
Crimes psicofarmacológicos: delitos cometidos sob a influência de uma substância psicoactiva, em resultado do seu consumo agudo ou crónico.
Crimes económicos compulsivos: delitos cometidos com o intuito de obtenção de dinheiro (ou drogas) para alimentar o consumo de droga.
Crimes sistémicos: delitos cometidos no âmbito do funcionamento dos mercados de drogas ilícitas, como parte da actividade de venda, distribuição e consumo de droga.
Infracções à legislação em matéria de droga: delitos por infracção à legislação em matéria de droga (e de outra conexa).
Fonte: Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, 2007
Delinquência juvenil
A delinquência juvenil, que ao longo dos anos tem vindo a ser apontada como um dos mais fortes elementos que contribuem para o aumento do sentimento de insegurança, desceu pelo quarto ano consecutivo em Portugal. Tratou-se de uma quebra residual - 4440 casos participados, contra 4606 em 2006 -, mas que o Estado considera ser resultado de um trabalho mais eficaz por parte das polícias. A criminalidade grupal, essa apresenta valores elevados e quase estáveis nos últimos cinco anos.
Os dados constantes do último Relatório de Segurança Interna referem que 60 por cento das participações relativas à delinquência juvenil foram feitas na zona de acção da PSP, o que significa que este tipo de crime é predominantemente urbano. Lisboa, Porto e Setúbal são as áreas com maior número de casos.O carácter urbano acentua-se ainda mais quando se fala da criminalidade em grupo. As estatísticas referem que, consoante os anos (só existem dados compilados desde 2001), os números participados à PSP correspondem entre 70 a 75 por cento do total nacional. As maiores cidades e as suas imediações são, uma vez mais, os locais com mais delitos.
Em 2007 contabilizaram-se 7054 participações relativas a este tipo de criminalidade, o que correspondeu a menos 7,1 por cento relativamente ao ano anterior. Os 7595 casos contados em 2006 são, de resto, a maior marca já registada em Portugal. Embora sem ser alvo estatístico, responsáveis da PSP referem que muitas das armas anualmente confiscadas são encontradas na posse de jovens. "Já acontecerem casos em que o mesmo miúdo foi detectado em duas ocasiões com armas diferentes", contou um comissário contactado pelo PÚBLICO, referindo que a proliferação de armas de fogo explica o facto de uma parte da criminalidade, o roubo, não decrescer de modo significativo.
Jornal Público
10.04.2008
J.B.A.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Relatório do 1º semestre do projecto Nov'Ellos
Relatório
terça-feira, 1 de abril de 2008
serviço integrado de apoio à comunidade
Delegação Regional do Norte do Instituto da Droga e da Toxicodependência abre serviço integrado de apoio à comunidade
Não veio por causa do haxixe fumado à socapa - fumou um só charro, para experimentar. Veio porque parece caminhar para um buraco. Falta às aulas. Quando não falta, porta-se mal. Às vezes, até sai a meio. Não possui uma teoria apurada sobre esta atitude que repete, repete, repete. Encolhe-se na cadeira: "Não gosto das aulas." Ela tão grande, já com 14 anos, e os outros tão pequenos, ainda com dez ou 11. E os pais? "Os pais não dizem nada."
Há outras zonas do país que ambicionam avançar
O Projecto Integrado de Apoio à Comunidade abrange 26 concelhos da região norte. A unidade é constituída por uma equipa multidisciplinar, dependente do delegado regional do Norte do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), Avelino Vale Ferreira, e do núcleo de apoio técnico. "Os colegas querem introduzir isto noutras áreas geográficas", orgulha-se a coordenadora do projecto, Albina Sousa. Estão ambos animados, embora conscientes de que este projecto, como qualquer outro, não é uma panaceia. Simplesmente tenta funcionar em rede, trocar uma lógica passiva (esperar que alguém venha ao IDT) por uma lógica activa (os técnicos deslocam-se, por exemplo, às escolas). Uma parceria com o Departamento de Comportamento Desviante da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto e outra com o Departamento de Psicologia da Justiça da Universidade do Minho irá garantir formação contínua à equipa. A.C.P.
Público
31.03.2008, Ana Cristina Pereira
O resto da noticia pode ser consultado em http://www.publico.clix.pt/
segunda-feira, 31 de março de 2008
Viciados em álcool e tabaco 5 vezes mais numerosos que toxicodependentes
O director do departamento das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (ONUDD), o italiano Antonio Maria Costa, disse, numa conferência de imprensa, que o problema das drogas se havia "contido, mas não resolvido", de acordo com o relatório, que servirá de base à revisão da política internacional contra as drogas desenvolvida nos últimos dez anos.
Em 1998, a ONU lançou em Nova Iorque uma estratégia para "eliminar ou reduzir significativamente o cultivo ilegal da folha de cocaína, do cannabis e da dormideira até 2008".
Segundo Costa, os objectivos iniciais não foram cumpridos, ainda que os dependentes de drogas ilegais representem menos de cinco por cento da população mundial, um valor "cinco ou seis vezes inferior aos viciados em tabaco ou em álcool".
Costa sublinhou que as pessoas que consomem "drogas duras", as que causam danos mais graves na saúde, são aproximadamente 25 milhões, que equivale a 0,5 por cento da população mundial.
Cerca de 200 mil pessoas morrem por ano vítimas da toxicodependência.
O vice-secretário da ONU reconheceu que existe um problema de imagem na luta contra as drogas.
"Existem muito poucos recursos para tratamentos de prevenção e reabilitação. Dedica-se muito à erradicação dos cultivos (ilícitos) e pouco à erradicação da pobreza", explicou.
Também criticou as propostas de legalização das drogas como medida para acabar com o problema: "as drogas não são perigosas porque são ilegais, são ilegais porque são perigosas", acrescentou.
Os próprios dados das Nações Unidas mostram que os objectivos propostos há dez anos em Nova Iorque não foram alcançados.
A produção de cannabis estabilizou nos últimos dez anos, porém a concentração de tetraidrocanabinol (THC), princípio activo da planta, aumentou.
Isto supõe um aumento indirecto da produção, uma vez que é requerida menos quantidade dessa substância, segundo admitiu Costa.
(...)Notícia completa em:
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=332207&visual=26
sexta-feira, 28 de março de 2008
Segurança ilegal

Jornal Público
28.03.2008,
José Bento Amaro
Para ler o resto da Noticia dirija-se ao seguinte endereço:
http://jornal.publico.clix.pt/
quinta-feira, 27 de março de 2008
Linhas de apoio
A Linha Vida é um espaço anónimo, gratuito e confidencial de informação, aconselhamento, apoio e encaminhamento na área da toxicodependência.
· Atendimento telefónico de 2ª a 6ª feira das 10 às 20 horas.·
Outras Linhas
Linha Vida: 800 255 255
Linha Narcóticos Anónimos : 217 162 969
Linha Plátano: 808 200 082 SOS
Deixe de Fumar: 808 208 888
terça-feira, 25 de março de 2008
Efeitos das substâncias psicoactivas
http://learn.genetics.utah.edu/units/addiction/drugs/mouse.cfm (em inglês)
Mitos e Realidades sobre as Drogas de Síntese
Realidade: Alguns dos efeitos graves do consumo, como é o caso do aumento excessivo da temperatura corporal são independentes do período de consumo. Por outro lado, consumir todos os fins-de-semana acarreta um risco evidente para o organismo. Além disso, deve ter-se em conta que os efeitos do consumo de fim-de-semana se prolongam durante vários dias.
Mito: São inofensivas.
Realidade: Os efeitos negativos que se produzem imediatamente após o consumo são reconhecidos pelos próprios consumidores. Ainda assim, os consumidores crónicos admitem, além disso, graves problemas sobre a saúde física e mental e, também, sobre a vida social. As reacções agudas por sobredosagem são relativamente frequentes, sendo especialmente graves e podem por em perigo a vida dos consumidores.
Mito: São seguras.
Realidade: Os consumidores desconhecem tanto a composição exacta da substância que ingerem (podendo, por vezes, nem sequer ser droga que supostamente pretendem consumir), como as adulterações e a dose real que consomem.
Mito: O seu uso é compatível com o de outras drogas, sem aumentar os riscos associados.
Realidade: Uma ampla maioria das pessoas que tomam drogas de síntese consomem-nas em associação com outras substâncias. Este facto aumenta os riscos associados ao consumo destas drogas.
Mito: Não criam dependência.
Realidade: O risco de desenvolver dependência emocional, psicológica e social é um factor comum para todas as drogas, quando os consumidores não sabem divertir-se, não conseguem sentir-se bem consigo mesmos nem relacionar-se com outras pessoas sem a ajuda das drogas.
Mito: Têm efeitos afrodisíacos.
Realidade: Ainda que num primeiro momento possam ser utilizadas como ajuda para facilitar a aproximação sexual, a realidade é que, longe de favorecer o disfrutar dos relacionamentos sexuais, dificultam o orgasmo e, nos homens, incrementam o risco de episódios de impotência. Além disso, o uso crónico produz uma redução do interesse pelo sexo e do prazer que este produz.
sábado, 22 de março de 2008
Legislação - MDMA
A descriminalização não significa que se tornou legal a posse e o consumo de drogas consideradas ilegais. A posse de até 1 grama de MDMA é considerada contra-ordenação (quantidades superiores será considerado crime), que poderá ser punida por uma sanção (multa, trabalho comunitário, apreensão de carta de condução, proibição de frequentar certos lugares, apresentação periódica no posto da polícia, etc) e pela apresentação junto de uma Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência.
A condução sob influência de substâncias psicotrópicas é considerada uma contra-ordenação muito grave. Quem infringir é sancionado com coima de 500 a 2.500 euros.(art. 146º).
E tenham atenção que o MDMA pode ser detectado até 5 dias após o consumo.
quinta-feira, 20 de março de 2008
Consumo Recreativo de Drogas
Panorama das questões políticas fundamentais
1. O consumo de drogas é muito mais elevado nos frequentadores de locais de diversão nocturna do que na população em geral, registando particular prevalência na juventude urbana com uma situação financeira relativamente boa e uma vida social intensa; o consumo de drogas está estreitamente associado ao consumo de álcool.
2. O consumo de drogas em locais de diversão nocturna está estreitamente associado ao estilo de vida consumista dos jovens, fenómeno que tem sido explorado pelas indústrias da música, da diversão, das bebidas alcoólicas e outras, que colocam no mercado produtos que se dirigem especificamente a esses jovens.
3. Apesar do relevo atribuído nos meios de comunicação social às mortes causadas pelo ecstasy, o principal problema em termos de saúde pública é a possibilidade de distúrbios a longo prazo causados pelo consumo habitual ou excessivo de estimulantes do tipo das anfetaminas como a MDMA.
4. As respostas orientadas para as pessoas que se expõem a riscos nos locais de diversão nocturna devem basear-se numa análise da forma mais adequada de gerir os riscos inerentes ao consumo recreativo de drogas e feita através da divulgação de informação, nomeadamente no que se refere aos possíveis riscos a longo prazo.
5. Foi reconhecida a importância de definir regras simples e básicas que regulem a organização de festas de dança, como método mais eficaz de prevenção dos danos imediatos.
(…)
Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, 2002
Nota 6
quarta-feira, 19 de março de 2008
Ginseng + Guaraná

O Projecto Recomenda...

A Produtora "Put Some..." do nosso amigo Afonso Macedo, apresenta no próximo sábado, dia 22 do corrente, no Salão Brasil, Matt Elliott.
Nas palavras da Produtora:
"Mentor e elemento único dos Third Eye Foundation, projecto interrompido em 2001, e ex-membro dos Flying Saucer Attack e Amp, Matt Elliott regressa a Portugal e estreia-se em Coimbra no belo Salão Brasil, local ideal para as canções intimistas com que nos tem brindado em registos tão delicados como The Mess We Made, The DrinKing Songs ou The falling Songs. Matt inspira-se tanto na tradição folk como no cabaret, no drama etílico ou em romanticismo mais ou menos decadente transformando histórias aparentemente prosaicas em verdadeiros épicos. Imperdível."
O projecto recomenda um bom concerto em segurança, onde o recurso a substâncias psicoactivas não seja obrigatório nem condição para a diversão...
Álcool e Condução
• Estado de euforia, sensação de bem-estar e optimismo, e sobrevalorização das capacidades;
• Capacidades de atenção e concentração ficam diminuídas;
•Perturbação das capacidades sensoriais: redução da acuidade visual, alteração dos contornos dos objectos, incapacidade de avaliar correctamente distâncias e velocidades, redução da visão nocturna e crepuscular, aumento do tempo de recuperação após encadeamento e estreitamento do campo visual, com eliminação progressiva da visão periférica que poderá chegar à visão em túnel com o aumento das quantidades de álcool:
•Perturbação das capacidades perceptivas (informação recebida pelos orgãos dos sentidos é identificada mais lentamente);
•Aumento do tempo de reacção (aumento da distância de reacção e consequentemente da distância de paragem do veículo);
•Diminuição da resistência à fadiga;
•Descoordenação Psicomotora (travagens bruscas desnecessárias, grandes golpes de volante, manobras feitas com recurso ao acelerador);
terça-feira, 18 de março de 2008
Anfetaminas, ecstasy e LSD
Em muitos países europeus, a segunda substância ilegal mais consumida é algum tipo de droga sintética, embora à escala europeia existam presentemente mais consumidores de cocaína. O consumo destas substâncias entre a população em geral é habitualmente baixo, mas as taxas de prevalência entre os grupos etários mais jovens são significativamente mais elevadas, e o consumo destas drogas pode ser particularmente alto em alguns contextos sociais ou entre alguns grupos culturais. Globalmente, as anfetaminas (anfetaminas e metanfetaminas) e o ecstasy figuram entre as drogas sintéticas ilegais mais prevalecentes.
As anfetaminas e metanfetaminas são estimulantes do sistema nervoso central. Das duas drogas, as anfetaminas são claramente mais fáceis de obter na Europa, enquanto o consumo significativo de metanfetaminas parece estar restringido à República Checa.
O ecstasy refere-se a substâncias sintéticas quimicamente relacionadas com as anfetaminas, mas que diferem um pouco destas quanto aos efeitos. O membro mais conhecido do grupo do ecstasy é o 3,4-metilenedioxi-metanfetamina (MDMA), mas podem encontrar-se outras substâncias análogas nas pastilhas de ecstasy (MDA, MDEA). A prevalência do consumo de ecstasy na UE tem aumentado desde 1990.
Historicamente, o ácido lisérgico dietilamida (LSD) é, de longe, a droga alucinogénia mais conhecida, mas os seus níveis de consumo globais há muito tempo que se mantêm baixos e bastante estáveis. Recentemente, surgiram indícios de que há uma maior disponibilidade e um maior consumo de alucinogénios naturais, sobretudo de cogumelos alucinogénios.
segunda-feira, 17 de março de 2008
(in)Segurança na noite de Coimbra
Dois seguranças de um bar em Coimbra foram baleados à porta de uma discoteca por um indivíduo sueco que, depois de detido e já no hospital, agrediria um PSP colocando-se em fuga.
Tudo terá começado perto das 6 horas da madrugada de ontem quando se registou uma altercação no interior da discoteca Vinyl, que continuou no exterior, na rua Afonso Henriques. Um homem, de 32 anos, de naturalidade sueca e empresário na área da restauração na Baixa de Coimbra, terá efectuado vários disparos (pelo menos quatro), tendo atingido os dois jovens com quem se teria desentendido. Como os dois homens (na casa dos 25 anos e seguranças num outro bar da cidade) ficaram com ferimentos ligeiros (um na zona do tórax, outro na zona dorsal), ainda conseguiram, com a ajuda de alguns populares, manietar o agressor até à chegada da PSP.
O INEM fez deslocar duas das suas ambulâncias e uma terceira da Cruz Vermelha. Os dois baleados e o agressor (que entretanto teria sido agredido pelos seguranças) foram transportados para os Hospitais da Universidade de Coimbra. Foi aí que o indivíduo sueco, segundo uma nota da PSP ontem enviada, «conseguiu fugir por uma janela em direcção ao exterior, trepando depois por uma caleira até ao telhado, por onde progrediu alguns metros até um estacionamento próximo. O agressor foi sempre perseguido durante todo o trajecto por esta Polícia, tendo após uma tentativa de imobilização sem uso de meios letais, conseguido saltar um muro ali próximo e fugir».
Ao que apurámos, na zona do parque de estacionamento, o fugitivo surpreendeu o agente da PSP ao ir velozmente ao seu encontro agredindo-o com vários murros, fugindo logo de seguida. Embora identificado, o homem continuava a monte, ontem, à hora de fecho desta edição. A investigação passou, entretanto, para a alçada da Polícia Judiciária, uma vez que se pode estar perante uma tentativa de homicídio. A PJ já terá neste momento na sua posse as imagens do sistema de videovigilância da discoteca e também já apreendeu a viatura do agressor que se encontrava nas imediações da discoteca.
Ao que apurámos, a arma do crime (uma pistola de calibre 6.35) ainda não foi encontrada, admitindo-se a hipótese da mulher do agressor, que também estava no local, ter ficado com ela e saído da zona quando chegou a polícia. Aliás, como quando a PSP chegou não havia provas de que o agressor fosse o autor dos disparos, não terá podido levá-lo aos Hospitais da Universidade de Coimbra sob detenção, não o algemando.
Os dois jovens foram submetidos a pequenas intervenções cirúrgicas e tiveram alta ainda mesmo durante o dia de ontem.
Diário de Coimbra
17 de Março de 2008
quarta-feira, 12 de março de 2008
terça-feira, 11 de março de 2008
Apresentação Nov'Ellos
segunda-feira, 10 de março de 2008
Ecstasy
A 3,4-metilenodioximetanfetamina (MDMA; ecstasy) é uma droga de abuso cujo uso generalizado, especialmente entre os adolescentes e jovens adultos, é presentemente um fenómeno que causa elevada preocupação. O consumo de ecstasy tende a estar associado com a toxicodependência, embora numa primeira fase também possa ser ocasional, principalmente durante eventos de fim-de-semana. Pensa-se que a elevada prevalência de utilização da ecstasy resulte de uma forma de pensar estereotipada por parte dos consumidores potenciais, os quais presumem que esta droga possui baixo potencial para induzir toxicodependência e morbilidade. É também habitual a falsa sensação de que os efeitos tóxicos associados à ecstasy são exclusivamente devidos à sua utilização em espaços com elevada temperatura ambiental e/ou à adulteração das pastilhas com componentes tóxicos. No entanto, para alem destas possibilidades, os efeitos tóxicos da ecstasy devem-se também a fenómenos relacionados com a sua actividade farmacológica e com a reactividade química dos seus metabolitos. Entre os efeitos tóxicos da ecstasy mais frequentes citam-se a hipertermia, a rabdomiólise, nefrotoxicidade, hepatotoxicidade e complicações cardiovasculares. De salientar que os efeitos tóxicos podem acontecer logo após o consumo da primeira pastilha, originando, em alguns casos, um desfecho fatal. O uso crónico destes compostos pode conduzir á neurotoxicidade, caracterizada por deficiências cognitivas e ainda psicoses e esquizofrenia. O aprofundamento do conhecimento sobre os mecanismos de acção e toxicidade da “ecstasy” poderá constituir um auxiliar precioso no combate ao seu abuso, principalmente nas camadas mais jovens e ainda desenvolver terapêuticas apropriadas para evitar ou tratar os seus efeitos tóxicos.
ECSTASY, A DROGA DO AMOR E DA MORTE
Félix Carvalho
REQUIMTE, Serviço de Toxicologia da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto
Tu Decides














