domingo, 31 de maio de 2009
Dia Mundial Sem Tabaco
A Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu para hoje, Dia Mundial Sem Tabaco, o tema das advertências nos pacotes de cigarros, uma iniciativa também defendida por associações portuguesas, que querem imagens chocantes nos maços, para impelir os fumadores a deixar o vício.Em Portugal, a legislação não contempla a utilização de imagens chocantes nos maços de cigarros, mas esta ideia é defendida pela Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo (COPPT), organização que reúne várias associações ligadas à saúde, educação e do ambiente, que têm em comum o interesse pela prevenção do tabagismo.Luís Rebelo, presidente desta associação, defendeu a campanha da OMS "Mostrar a verdade - Imagens de aviso, salvam vidas", à semelhança do que já acontece em países como o Brasil e o Canadá.
Contra o "marketing" de caixas de tabaco "glamourosas" propõe maços de tabaco ilustrados por imagens chocantes dos malefícios do tabaco acreditando que os fumadores terão mais vergonha em mostrar publicamente o seu vício.A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alerta, por seu lado, que Portugal está a falhar no controlo e prevenção do tabagismo.
A SPP considera que, em Portugal, "o tabaco ainda é muito barato; a fiscalização não é feita nos espaços públicos fechados, nem nas escolas; os tratamentos não são comparticipados e nem sequer é possível a sua prescrição na maioria das farmácias hospitalares". Sofia Ravara, médica da SPP, defende que o tabaco deveria ser mais caro, que deveria haver mais acções de fiscalização e campanhas de sensibilização, assim como o acesso universal a consultas de cessação tabágica e linhas telefónicas de apoio.
31.05.2009 – Jornal Público - Lusa
quarta-feira, 27 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Observatório europeu: Consumo de drogas em Portugal
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Queima das Fitas Coimbra 2009
- Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
- Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
- Comissão Central da Queima das Fitas/2009
- ARS-Centro
- Delegação Regional do Centro do IDT
- Instituto Português da Juventude do Centro
- Núcleo de Estudantes de Medicina da AAC
- SOS-Estudante
- Projecto A(risco)/APF
- Saúde em Português
- Associação Académica de Coimbra
- Associação Existências – Projecto Nov’Ellos
- Canal UP
Os objectivos dos projectos são:
a) Aumentar os conhecimentos sobre o consumo de álcool e sexualidade responsável;
b) Promover a reflexão sobre as atitudes relacionadas com o consumo abusivo de bebidas alcoólicas, os problemas associados como intoxicação grave, prática de sexo desprotegido e policonsumos;
c) Reduzir os danos associados ao abuso de álcool e relacionados com o sexo não protegido e a condução de veículos;
d) Promover escolhas livres e informadas, que visem comportamentos responsáveis do ponto de vista pessoal e social;
e) Divulgar os serviços de atendimento/aconselhamento a jovens em matéria de saúde sexual e reprodutiva, consumo de substâncias psico-activas e saúde mental;
f) Esclarecer os jovens no âmbito de temáticas específicas relacionadas com a sua saúde sexual e reprodutiva, a saber: infecção VIH/SIDA e outras IST’s; contracepção de emergência e interrupção voluntária da gravidez.
As actividades a realizar incluem:
a) Realização de Outdoor, para identificação do projecto e sensibilização para as actividades a decorrer durante a Semana Académica;
b) Formação de “educadores de rua”;
c) Disponibilização de um espaço de apoio e aconselhamento, da Unidade de Saúde Móvel, no Largo da Portagem, entre as 22h e as 3h00;
d)Iniciativas de aconselhamento em contexto recreativo a desenvolver por grupos de jovens, para a redução de consumos/danos, medições de taxa de alcoolemia e glicemia, aconselhamento sexual, disponibilização de preservativos e primeiros socorros;
e) Disponibilização da Unidade de Saúde Móvel, na Praça da República, entre as 14h30 e as 19h, de 1 a 8 de Maio, da responsabilidade do CAD Coimbra;
f) Existência de “educadores de rua” no recinto da Semana Académica, com vista à sensibilização na área do consumo abusivo de álcool e sexualidade.
domingo, 26 de abril de 2009
Efeitos do consumo de álcool em Portugal
A mortalidade estabelecida pelo estudo de Helena Cortez Pinto corresponde a 4.054 pessoas em cada ano. Aquela investigadora indica que as mortes de portugueses por consumo excessivo de álcool são mais numerosas por cirrose, seguida de acidentes de carro e ainda por cancro.
Helena Cortez Pinto, que faz as suas pesquisas na Unidade de Nutrição e Metabolismo do Instituto de Medicina Molecular, procedeu também ao cálculo dos custos atribuíveis ao consumo de álcool: as doenças por este causadas correspondem a 1,25% dos gastos em saúde. Nestas contas, que repercutem as estatísticas disponíveis sobre o ano de 2005, a mesma cientista explicita que houve nesse ano uma despesa de 14,1 milhões de euros por doenças crónicas (do fígado, cancro, etc) causadas pelo consumo excessivo. Muito mais elevados do que este montante situaram-se os 82,2 milhões de euros de despesa devido a acidentes rodoviários e outras causas externas. Além disto, foi calculada a "factura" com tratamentos ambulatórios (93 milhões). No total, há quatro anos, houve custos de 189,2 milhões de euros atribuíveis ao álcool, nada menos do que 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB) português.
Na escala das doenças e mortalidade associadas ao álcool excessivo, Helena Cortez Pinto coloca primeiro as doenças do fígado (28,3%, representando 1.147 óbitos), seguidas pelas mortes na estrada (26,2%, o que corresponde a 1.062 pessoas mortas) e ainda os falecimentos devido aos diversos tipos de cancro associados ao álcool (21%, ou seja, 851 indivíduos). Na sua comunicação ao encontro internacional, a investigadora portuguesa considerou importante que o país deve pôr em prática estratégias actuantes no sentido de promover hábitos de vida saudáveis e tornar o consumo de álcool moderado.
Por todas estas cifras, Portugal surge com 5% das causas de doenças ligadas ao álcool, uma taxa muito superior à média mundial calculada pela OMS.
A influência dos pais é determinante nos hábitos de consumo, referem as conclusões de um outro estudo, feito por especialistas do Instituto Suíço para a Prevenção dos Problemas de Álcool e Drogas. A equipa dirigida por Emmanuel Kuntsche estudou mais de 350 jovens ao longo de dois anos e chegou à conclusão de que os adolescentes com uma boa relação com os pais atrasam a idade de contacto com as bebidas, o que também vai determinar menores riscos de consumo excessivo. As circunstâncias em que há o primeiro contacto com o álcool são muito importantes, referem as conclusões deste estudo.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Heroína e cocaína juntas matam duas vezes mais neurónios
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Efeitos da descriminalização do consumo de drogas em Portugal
É um dos mais conhecidos constitucionalistas dos EUA, país onde a política da droga é das mais severas. Analisou o que se passa em Portugal. E concluiu que deve servir de exemplo.Desde 1 Julho de 2001 (Lei n.º 30/2000, de 29 de Novembro), a aquisição, posse e consumo de qualquer droga estão fora da moldura criminal e passaram a ser violações administrativas. Desde então, o uso de droga em Portugal fixou-se "entre os mais baixos da Europa, sobretudo quando comparado com estados com regimes de criminalização apertados". Baixou o consumo entre os mais jovens e reduziram-se a mortalidade (de 400 para 290, entre 1999 e 2006) e as doenças associadas à droga.
Proibido? Sim, mas sem prisão
Porquê? Porque, adianta Greenwald, Portugal ofereceu mais oportunidades de tratamento. E cita peritos que atribuem esta mudança de abordagem à descriminalização. Por partes: consumir continua a ser proibido. Mas já não dá prisão. Quando muito, dá uma multa. Na maioria dos casos, uma reprimenda. E o encaminhamento para o tratamento.
Com isto, mitigou-se aquele que era o principal desafio da luta contra a droga: o receio de procurar ajuda e de, por essa via, acabar na cadeia. O estigma do crime diluiu-se, ao contrário do que acontece em Espanha, por exemplo, onde as sanções são raras, mas passa-se por processos penais, diz o constitucionalista. Por outro lado, resgataram-se recursos que eram gastos na criminalização (em processos e detenções, já que 60% deles envolviam consumidores), canalizando-os para o tratamento. Entre 1999 e 2003, cresceu 147% o número de pessoas em programas de substituição.
Greenwald cita estudos de 2006, segundo os quais a prevalência do consumo desceu de 14,1% para 10,6% (face a 2001) nos 13-15 anos, e de 27,6 para 21,6% nos 16-18 anos. A subida nas faixas etárias seguintes, adianta, não se prende com mais consumo, mas porque os jovens consumidores pré-descriminalização estão hoje mais velhos. Ou seja, se os adolescentes consomem menos, a prazo, menos adultos consumirão.
A análise de Gleen Greenwald estende-se ainda sumariamente à atitude dos vários quadrantes políticos portugueses e ao ambiente político pré e pós-descriminalização. Dá conta de um quase consenso actual, à excepção da Direita conservadora. E regressa aos números para desmontar os cenários de pesadelo previstos antes da lei. O consumo de droga não se generalizou, nem Portugal se transformou num paraíso turístico oferecendo "sol, praias e droga": 95% dos cidadãos atendidos nas comissões de dissuasão de toxicodependência criadas com a lei (para onde os consumidores são encaminhados pela Polícia) são portugueses. Do resto da Europa, serão à volta de 1%.
Greenwald diz que este caso de sucesso deveria ser tema de debate em todo o Mundo e lamenta que, confrontadas com ele, as autoridades americanas se tenham remetido ao silêncio.
domingo, 29 de março de 2009
Pais desvalorizam o álcool
À conversa com... João Goulão, presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT)
Assumiu, há cerca de três anos, as competências na área da prevenção do consumo do álcool e conta, até Abril, aprovar o Plano Nacional de Redução dos Problemas Ligados ao Álcool.
Diz que é "por moda" que os jovens começam a beber cada vez mais cedo e lamenta que já saiam de casa com o objectivo de se embebedar. Mas não isenta de culpa os pais e a sociedade, que acusa de ser "complacente" com esta nova realidade.
Surpreenderam-lhe os resultados do estudo europeu que indica que 56% dos jovens portugueses até aos 16 anos admite beber, muitas vezes, até cair para o lado?
Não, não surpreenderam. Nós já tínhamos conhecimento destes dados há algum tempo, que estão em linha com outros estudos que temos vindo a desenvolver. Todos apontam para as mesmas tendências: uma descida no consumo das substâncias ilícitas e do tabaco e um aumento da prevalência dos consumos intensivos de álcool.
Mas é um crescimento muito grande: entre 2003 e 2007, passou de 25 para 56%, ou seja, duplica.
Sim. Felizmente continuamos ainda muito longe das médias europeias de prevalência de consumo de álcool, mas este padrão de consumo, que ocorre sobretudo ao fim-de-semana, deu de facto um salto muito grande. A preparação do Plano Nacional para a Redução dos Problemas ligados ao Álcool não é alheia ao conhecimento que já tínhamos desta tendência.
A que é que atribui este aumento?
São tendências que ocorrem por moda, não só em Portugal. A globalização também está envolvida nisto. As tendências da juventude são rapidamente importadas e exportadas e esta é uma tendência muito comum à juventude europeia.
Daí a proposta do IDT para aumentar dos 16 para os 18 anos a idade mínima para o consumo de álcool?
Há uma série de medidas previstas, desde a prevenção a campanhas de sensibilização. Tem de haver uma acção concertada na redução da oferta e da procura.
Como é que isso pode fazer-se?
Através de legislação que dificulte o acesso às bebidas alcoólicas por pessoas em quem os malefícios são muito mais sensíveis. A par do aumento da idade a partir da qual é possível adquirir álcool, há uma série de medidas ao nível da redução da procura que têm de passar por actividades de prevenção, esclarecimento e sensibilização das famílias e de todos os educadores para que estejam mais atentos aos hábitos dos jovens e para que os acompanhem mais de perto. Há uma enorme complacência na sociedade portuguesa relativamente a estes consumos e é importante que toda a gente tenha consciência dos riscos.
Os pais não estão suficientemente alerta?
De uma forma geral, os pais ficam assustadíssimos se sabem que um filho fuma um charro, mas não se importam nada de saber que apanham bebedeiras todos os fins de semana. E, se calhar, estes consumos de álcool acabam por ter muito mais riscos.
O Governo está disponível para fazer essa alteração legislativa?
Nós construímos este plano em colaboração com variadíssimas entidades, públicas e privadas, e esta proposta foi consensualizada no seio desse trabalho. A indicação que temos é que o Governo estará disponível para aprovar este plano na generalidade, o que implica que ficaremos obrigados a cumprir as medidas que estão lá previstas.
Quando é que estima que essa alteração possa ser feita?
O que temos previsto é que, até ao final de Abril, o plano esteja aprovado. A partir daí, no decurso de 2009, apresentaremos uma proposta legislativa.
Está preparado para que haja posições contra da parte dos produtores de bebidas?
Claro, aliás já houve algumas manifestações. Obviamente que a decisão política será fundamental. Tem que haver aqui um árbitro que faça escolhas, independentemente das discussões que possam ocorrer na Assembleia da República, nos media...
http://jn.sapo.pt/paginainicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1183970
sexta-feira, 27 de março de 2009
Dados do consumo de drogas na Europa - Relatório Europeu
Relatório europeu indica que o consumo de drogas ilícitas está a estabilizar, mas subiu em Portugal a prática de beber cinco ou mais bebidas numa ocasião, o chamado "binge drinking". Isto de não servir de consolo aos pais, mas os estudantes portugueses de 15 a 16 anos estão entre os que melhor se portam. Consomem menos drogas ilícitas, fumam menos e embebedam-se menos vezes do que os outros europeus da mesma idade. Estão é já a emitir um sinal de alerta: disparou o consumo de grandes quantidades de álcool num curto espaço de tempo - o chamado "binge drinking". O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, João Goulão, destaca dois aspectos. Um duplamente negativo: "A subida do consumo de álcool e a alteração de padrões." E um positivo: "A descida de todas as drogas ilícitas, o que está em linha com todos os estudos que têm sido publicados."
Mais de metade dos alunos europeus já experimentaram tabaco: 29 por cento tinham fumado nos últimos 30 dias; dois por cento consumiam pelo menos um maço por dia. Arménia, Islândia, Noruega e Portugal ocupavam os derradeiros lugares no ranking europeu (sete a 19 por cento). Áustria, Bulgária, República Checa e Letónia eram os primeiros (40 a 45 por cento).
O consumo de tabaco desceu. O panorama é diverso quando se atende ao consumo de bebidas alcoólicas: dois terços dos estudantes europeus já experimentaram e metade até já apanhou uma bebedeira. Uma média de 61 por cento bebera nos 30 dias que antecederam o inquérito. E 43 por cento admitira ter vivido episódios de cinco bebidas ou mais no último mês. "O total de bebidas alcoólicas consumidas no último dia de copos é por regra baixo em países onde os estudantes bebem com frequência, como a Grécia", menciona o documento. O oposto ocorre nos países onde se bebe com menos frequência, como a Finlândia, a Noruega, a Islândia e a Suécia. Há algumas excepções: na Dinamarca e na Áustria, os alunos dizem beber com frequência e em grandes quantidades.
O consumo de grande quantidade de álcool num curto espaço de tempo aumentou em mais de metade dos países, especialmente entre as raparigas que antes evitavam fazer isto. "O aumento mais pronunciado ocorreu em Portugal entre 2003 e 2007, onde o número de estudantes que relata episódios de consumo excessivo (binge drinking) nos 30 dias anteriores passou de 25 para 56 por cento".
Se apenas 26 por cento dos alunos portugueses declaram ter apanhado uma ou mais bebedeiras no ano anterior, como é que 56 por cento teve episódios de cinco ou mais bebidas numa ocasião? "A bebedeira é um estado mais subjectivo, o do número de bebidas mais objectivo", diz João Goulão.
O médico lembra que há um plano nacional do álcool já aprovado e que está em cima da mesa o aumento da idade legal de consumo de bebidas alcóolicas de 16 para 18 anos. Mostra-se agradado por o consumo de "drogas ilícitas", o que inclui cannabis, cocaína, crack, ecstasy, LSD e heroína, estar a diminuir ou estabilizar nesta faixa etária.
Os níveis mais elevados de experimentação de cannabis foram encontrados na República Checa, em França, Isle of Man, Eslováquia e Suíça (entre 45 e 33 por cento). E o de outras drogas ilícitas em Isle of Man, Letónia, França, Áustria. Em Portugal, em 2007, 13 por cento dos estudantes de 16 anos tinham consumido cannabis pelo menos uma vez na vida e seis por cento outra droga ilícita qualquer.
27.03.2009, Ana Cristina Pereira
http://jornal.publico.clix.pt/
quinta-feira, 26 de março de 2009
Afeganistão produz mais de 90 por cento da heroína que é vendida em todo o mundo
A produção de ópio no Afeganistão é de 7000 toneladas por ano e financia os taliban. Em 14 províncias não foi realizado qualquer programa de erradicação.O enviado dos Estados Unidos para o Afeganistão, Richard Holbrooke, disse esta semana que o programa norte-americano de cerca de 800 milhões de dólares por ano para combater o narcotráfico afegão é "o mais ineficaz e com maior desperdício" dos últimos 40 anos. A sua afirmação pode ser justificada pelos números: segundo as Nações Unidas, é do Afeganistão que provém mais de 90 por cento da heroína vendida em todo o mundo.
O dinheiro do narcotráfico tem financiado os taliban que os EUA estão a combater. Enquanto estiveram no poder, os taliban opuseram-se ao tráfico de droga, mas depois de o seu regime ser derrubado encontraram no ópio uma importante fonte de financiamento.
A produção de ópio no Afeganistão é de 7000 toneladas por ano, ainda que um relatório da ONU refira uma diminuição de 19 por cento da produção em 2008 em resultado do declínio dos preços, salientou esta semana o Asia Times. Há, no entanto, 14 províncias afegãs onde não foi realizado qualquer programa de erradicação, e Helmand continua a ser a região de maior produção.
Em vez de terem sido destruídos 50 mil hectares de plantações de ópio, como era o objectivo, foram destruídos cerca de 5500 hectares, "em parte por causa de falta de financiamento e de equipamento apropriado", adianta o Asia Times.
Quando a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, incentivou o Irão, no início do mês, a participar na conferência das Nações Unidas sobre o Afeganistão, que se realizará na Holanda na próxima terça-feira, referiu a questão do narcotráfico, que as autoridades de Teerão conhecem bem. É pelo Irão que passam, todos os anos, 2500 toneladas de ópio provenientes do Afeganistão, e ao longo dos 1600 quilómetros de fronteira entre os dois países estão milhares de militares que têm também como objectivo combater o narcotráfico.
A directora do American Centre for Democracy, Rachel Ehrenfeld, escreveu no final de Fevereiro na revista Forbes que, a julgar pela situação actual, "o Afeganistão está a perder", e que, "para ganhar, a ligação entre os narcóticos e o terrorismo deve ser desfeita". Essa, acrescentou, "é uma condição necessária para uma estratégia bem sucedida no sentido de minimizar a influência crescente da Al-Qaeda, dos taliban e de grupos islamistas radicais no Afeganistão e no Paquistão".
Um relatório do International Narcotics Control Board estima que, no ano passado, os taliban lucraram com o narcotráfico entre 259 e 518 milhões de dólares, um valor pouco preciso, mas muito superior aos 28 milhões de dólares registados em 2005.
26.03.2009, Isabel Gorjão Santos
http://jornal.publico.clix.pt/
quarta-feira, 25 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Combate ao tráfico de droga no mundo
O ponto de partida foi o ano de 1998. Dez anos passados, a situação continuou "mais ou menos inalterada". Na maioria dos países ocidentais houve uma aposta na penalização de traficantes, mas nem por isso os preços subiram. Pelo contrário, a descida foi na ordem dos dez a 30 por cento e não há prova de que o acesso às substâncias seja hoje mais difícil.
Em termos globais, os consumidores de cocaína e heroína aumentaram, mas enquanto os heroinómanos diminuíram nos países ocidentais, na Europa de Leste e na Ásia Central, assistiu-se a uma epidemia no uso de opiáceos (como a heroína). A produção de ópio no Afeganistão manteve-se estável até 2006, mas a partir daí disparou.
O estudo demonstrou também que as políticas de combate à produção de droga têm efeitos na área onde é produzida, mas depois assiste-se a uma transferência. Foi o que aconteceu na última década, com parte da produção de cocaína a passar do Peru e da Bolívia para a Colômbia.
Jornal Público 11.03.2009, Catarina Gomes
quinta-feira, 5 de março de 2009
Plano Nacional de Redução dos Problemas Ligados ao Álcool
Para mais informações e para quem quiser contribuir ou enviar sugestões pode dirigir-se ao seguinte endereço:
http://www.idt.pt/PT/Paginas/MontraIDT.aspx
terça-feira, 3 de março de 2009
"Juicy Event 4"

segunda-feira, 2 de março de 2009
Cigarros electrónicos não apagam o vício
De acordo com informação da Autoridade do Medicamento, "o produto cigarro electrónico com pacotes contendo nicotina e indicado para habituação tabágica deverá ser classificado como medicamento e a sua qualidade, segurança e eficácia avaliadas convenientemente antes da sua disponibilização no mercado". Até ao momento, o Infarmed não recebeu qualquer pedido de autorização de introdução no mercado.
No site de uma das empresas que vende os e-cigarretes ( a Imunostar), pode ler-se "fume sempre que desejar" ou "deixe de fumar sem deixar o vício com o novo cigarro electrónico". Vasco Jorge, director comercial, esclareceu que a publicidade à cessação tabágica "é um erro que vai ser brevemente corrigido". "O cigarro electrónico substitui o cigarro convencional e pode ser consumido nos locais onde é proibido fumar, mas não é um produto de desabituação tabágica", reconhece. Outra vantagem é não conter as cerca de cinco mil substâncias tóxicas (50 das quais cancerígenas) presentes nos cigarros convencionais.
Os supostos benefícios do e-cigarrette são anunciados por várias empresas. No site da Brigtek, é mesmo publicitado como "o produto mais eficaz e económico para deixar de fumar". Noutros casos, não há referências directas à cessação tabágica (como o da Noveedados), mas num contacto mais directo, a responsável, Nancy Brett, defende a eficácia na redução do consumo.
No fim do ano passado, a Organização Mundial de Saúde alertou para o facto de os cigarros electrónicos não serem um método para deixar de fumar e conterem aditivos químicos que podem ser tóxicos, não estando demonstrada a sua inocuidade.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Tipos de Drogas_Drogas Depressoras
A heroína é uma substância inalável, podendo ser injetada, o que leva a um quadro de euforia. Quando inalada, porém, resulta em forte sonolência, náuseas, retenção urinária e prisão de ventre – efeitos que duram cerca de quatro horas. A médio prazo, leva à perda do apetite e do desejo sexual e torna a respiração e os batimentos cardíacos mais lentos. Instalada a dependência, o organismo apresenta forte tolerância, obrigando o usuário a aumentar as doses. A sobredosagem pode resultar em coma e morte por insuficiência respiratória.
Os derivados da morfina apresentam efeitos muito parecidos com os da heroína, porém, com características euforizantes menores. Seu efeito depressor é explorado pela Medicina há várias décadas, principalmente no alívio da dor de pacientes com câncer em estado terminal.
Outra preocupação constante dos médicos é o uso abusivo dos antidepressivos e ansiolíticos (barbitúricos). Para pessoas que têm doenças psiquiátricas, como depressões e os distúrbios de ansiedade, estas drogas são extremamente importantes, pois o tratamento adequado atenua o mal-estar e permite que o indivíduo leve uma vida normal. Como o próprio nome indica, os antidepressivos aliviam a ansiedade e a tensão mental, mas causam danos à memória, diminuição dos reflexos e da função cardiorrespiratória, sonolência e alterações na capacidade de juízo e raciocínio. A conduta do utilizador é muito parecida com a do dependente alcoólico. Em pouco tempo, estas drogas causam dependência, confusão, irritabilidade e sérias perturbações mentais.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Tipos de drogas_Drogas Estimulantes
As drogas estimulantes mais conhecidas são as anfetaminas, a cocaína e seus derivados. As anfetaminas podem ser ingeridas, injectadas ou inaladas. A sua acção dura cerca de quatro horas e os principais efeitos são a sensação de grande força e iniciativa, excitação, euforia e insónia. Em pouco tempo, o organismo passa a ser tolerante à substância, exigindo doses cada vez maiores. A médio prazo, a droga pode produzir tremores, inquietude, desidratação da mucosa (boca e nariz principalmente), taquicardia, efeitos psicóticos e dependência psicológica.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Consumo de álcool
De acordo com o II Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoactivas da População, o início do consumo de bebidas alcoólicas está a aumentar entre os 15 e os 17 anos, passando dos 30 por cento em 2001 para os 40 por cento em 2007.
Quase metade dos jovens entre os 15 e os 24 anos admitiu, pelo menos uma vez no último ano, ter tido um consumo tipo «binge» (mais de quatro doses de bebida numa só ocasião) e 11,2 por cento dos adolescentes entre os 15 e os 19 anos assumiram «ter-se embriagado no último mês».
O Inquérito Nacional em Meio Escolar diz que «a cerveja voltou a ser a bebida com maior prevalência de consumo entre os alunos», mas, nos bares das Janelas Verdes, os jovens garantem que «o melhor são os shots».
Os consumidores «apresentam também com mais frequência envolvimento com experimentação e consumo de tabaco e substâncias ilícitas e envolvimento em lutas e situações de violência na escola», alerta o Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool, do IDT, que a partir de hoje está em discussão.
Para reduzir os consumos, o IDT vai propor ao Ministério da Saúde que altere a permissão de venda e consumo dos actuais 16 para os 18 anos. A «promoção da fiscalização sistemática nos locais de consumo e venda» é outra das propostas apresentadas no plano.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Plano Nacional para o Álcool
O IDT quer que a idade legal para a compra a consumo de bebidas alcoólicas passe de 16 para os 18 anos. A proposta vai ser feita ao Ministério da Saúde até 2010 e integra o Plano Nacional para a Redução dos Problemas do Álcool. O documento começa a ser discutido amanhã e prolonga-se pelo próximo mês.
Médicos e especialistas estão de acordo com esta medida, que está em vigor na maioria dos países europeus, à excepção de Itália e algumas regiões de Espanha. Temem porém que a fiscalização desta norma não seja diferentes da actual. "É uma vergonha. Vemos jovens de 14 ou 15 anos a beber em bares e nas ruas e nada parece ser fiscalizado", diz o psiquiatra Luís Patrício. De forma a garantir o cumprimento desta medida, IDT e entidades parceiras do plano vão promover a fiscalização sistemática nos locais de consumo e venda de bebidas alcoólicas e divulgar os resultados obtidos em articulação com a ASAE.
O consumo de álcool em crianças, jovens e grávidas é uma área prioritária do plano. Segundo João Goulão, o presidente do IDT, o principal objectivo do mesmo é reduzir os consumos, mas sobretudo "focar-se na diminuição das consequências nefastas do consumo abusivo, quer sejam a nível da sinistralidade rodoviária, saúde, a nível familiar, social ou laboral".
O enfoque nos jovens baseia-se em dados que mostram a enorme proporção de jovens que consome estas bebidas e que o faz da pior forma: no segundo inquérito nacional ao consumo de substâncias psicoactivas na população em geral em 2007, conclui-se que 40% iniciou o consumo de álcool entre os 15 e os 17 anos. Em 2001, esta faixa era de 30%.
Já o consumo binge (mais de seis bebidas por homem ou quatro por mulher numa ocasião) foi admitida por 48,3% dos inquiridos entre os 15 e os 24 anos, que o fizeram pelo menos uma vez no último ano. João Goulão diz que até 2012, o objectivo é baixar esta percentagem para menos de 43%". Já os casos de embriaguez no último ano deverão cair de 34,6% para 30%, admite.
O novo plano, que terá de ser aprovado em conselho de ministros depois da discussão pública, tem como objectivo geral diminuir a exposição ao álcool de crianças por nascer, em famílias com problema associados à bebida e em jovens. Além das propostas relativas à idade do consumo pretendem criar-se linhas de intervenção junto das grávidas e elaborar materiais de sen- sibilização, bem como encaminhar quem precisa para as entidades que intervêm em caso de consumo abusivo.
João Goulão realça que, "nas grávidas, o consumo deve ser zero, porque pode originar malformações nos bebés, baixo peso ou problemas de desenvolvimento", explica.
A protecção das crianças em famílias problemáticas terá novas linhas e o acesso às estruturas de saúde será facilitado, através de uma rede de acompanhamento. Na publicidade, as empresas vão auto-regular-se e impedir a venda aos mais jovens.
Este Plano propõe que o combate ao álcool seja feito em sete áreas: crianças, jovens e grávidas, sinistralidade rodoviária, adultos em meio laboral, comunicação e informação, criação de bases de dados comuns, tratamento, reinserção e também prevenção.
Diana Mendes
http://dn.sapo.pt/2009/02/08/sociedade/consumo_alcool_a_partir_18_anos.html
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Plano nacional contra alcoolismo sugere proibição de venda de álcool a menores de 18
O documento, redigido pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), que será entregue ao Ministério da Saúde até 2010, prevê assim uma medida já em vigor na maioria dos países da União Europeia, com excepção da Itália e de algumas regiões espanholas e agrada a médicos e especialistas.
João Goulão, presidente do IDT, adiantou ao “Diário de Notícias” que o plano prevê uma fiscalização mais apertada nos locais de consumo, em articulação com a ASAE, e uma intervenção prioritária na prevenção do consumo de álcool entre grávidas e crianças e adolescentes.
O plano prevê ainda uma redução da taxa legal de alcoolemia para novos condutores dos 0,5 actuais para os 0,2 gramas por litro de sangue.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1364419&idCanal=62
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Noites de sumo para evitar álcool
Por detrás da iniciativa está a associação Existências, sem vocação para dar lições de moral, mas preocupada com os riscos associados ao consumo de álcool. "A saúde das pessoas é que nos move. Não adoptamos uma postura de não consumo de álcool. Dizemos: consome informado, sabendo os efeitos que tem", explica Paulo Anjos, dirigente da associação sediada em Coimbra. O JN esteve lá, na noite de anteontem, e confirmou: eles não vedam o álcool a ninguém. Mas o responsável do bar, Paulo França, consegue ser muito persuasivo.
"Ia pedir um fino, só que o empregado convenceu-me a beber um sumo", conta Miguel Tavares, 19 anos, estudante de Engenharia Informática habituado a consumir álcool. Ao lado está a açoriana Catarina Cordeiro, de Psicologia. Tem 20 anos e aplaude a ideia. Ela não deu luta na hora de trocar o café pelo sumo de kiwi, banana e maracujá: "Devia haver sempre alternativas destas, nos bares. Sabe bem variar".
Esta é a terceira edição do "Juicy Event". O Bar Quebra foi o aliado desde a primeira hora. E Paulo França aproveita para treinar as suas receitas de sumos naturais, feitos a partir de fruta fresca, cedidos a troco de euro e meio. "Muitas das ideias vêm das papas que dou à minha filhota, que tem três anos", conta. Paulo, que trabalha ali há quase uma década, tem um sentido de dever apurado. "Temos de ser educadores de boémios. Quando achamos que o cliente já está a exagerar no consumo de álcool, convencemo-lo a não beber mais". Este é mais um passo no sentido de educar - desta feita, os hábitos dos noctívagos.
"Há uma relação entre sair à noite e beber álcool. A ideia não é fazer as pessoas evitar esse consumo, mas mostrar que há outros, melhores para a saúde", esclarece Paulo Anjos. Três vezes por semana, a associação faz rondas pelos bares e discotecas de Coimbra, distribuindo panfletos a informar sobre os riscos associados ao consumo de substâncias psicoactivas - lícitas e ilícitas - em contextos recreativos nocturnos. É que estes "eventos sumarentos" fazem parte do "Nov' Ellos", um projecto mais vasto, apoiado pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência, que pretende, não apenas prevenir o consumo, mas também reduzir os perigos inerentes.
Os jovens adultos são o alvo principal destas campanhas. Maria Lobo, psicóloga e técnica do projecto "Nov'Ellos", fala em miúdos de 12 anos já com hábitos de consumo regular de bebidas alcoólicas, por exemplo. E concluiu, com base num questionário a 300 alunos da Universidade de Coimbra, que mais de 50% consome álcool semanalmente. "As pessoas têm muito receio das drogas ilegais. O álcool é mais tolerado. Assustam-se, se souberem que os filhos experimentaram cannabis; mas não se souberem que eles se embebedam todos os fins-de-semana", exemplifica.
Outra tendência observada é que os jovens começam a beber cada vez mais cedo, optando, sobretudo, pelas bebidas destiladas, com alto teor alcoólico. "Hoje há uma moda: quanto mais rapidamente me embebedar, melhor", diz Paulo Anjos. No autocolante que se prepara para afixar na casa-de-banho, lê-se: "O uso de álcool e outras drogas em ambientes recreativos não é obrigatório, nem sinónimo de diversão ou bem-estar!".
Imagens: Juicy Event 3
No próximo dia 4 de Março, voltamos a contar com a presença de todos os que queiram participar connosco neste evento.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Consumo de cannabis
A investigação, publicada na revista Archives of Pediatrics and Adolescents and Adolescents Medicine, abrangeu 93 mil jovens em 31 países, concluindo que a tendência para descida de consumo daquela droga é generalizada.
http://jornal.publico.clix.pt/
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Popers

Apresentação
O Nitrato de Amyl é conhecido pelos seus consumidores pelas denominações poppers, rush ou liquid gold. É um líquido amarelado, altamente inflamável, que é geralmente vendido em garrafas pequenas. O seu consumo é feito por inalação de vapores através de uma garrafa pequena ou tubo, por vezes em conjunto com outras drogas como o ecstasy.
Tem uma acção psicadélica e provoca relaxamento dos músculos lisos e vasodilatação.
Origem
O nitrato de amyl foi descoberto durante o século XIX. Em 1857, Brunton fez a administração do nitrato por inalação e observou a diminuição da dor em 30 ou 60 segundos. Em 1879, William Murrell encontrou semelhanças entre a acção desta substância e a da nitroglicerina, pelo que a primeira começou a cair em desuso. Nos anos 80, o nitrato de amyl começou a ser usado de forma não terapêutica devido aos seus efeitos psicadélicos.
Efeitos
Esta substância tem efeitos que duram apenas 2 ou 3 minutos e que podem incluir agitação, riso histérico, náuseas, tonturas, aumento do prazer sexual, relaxamento muscular, rubor facial, dor de cabeça, sensação de desmaio, mau-estar ou problemas de pele à volta da boca e nariz.
Riscos
Podem queimar a pele se entornados ou ser fatais se engolidos.
Os poppers não devem ser consumidos por pessoas com anemia, problemas cardíacos, de tensão arterial, respiratórios, de visão e glaucoma.
Não devem ser misturados com estimulantes (porque ambos provocam taquicardia) nem com Viagra.
Dependência
Não cria dependência física mas pode criar dependência psicológica.
Retirado de: http://www.psicologia.com.pt/instrumentos/drogas/ver_ficha.php?cod=amyl
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Taxas autárquicas à Queima das Fitas

Na tomada de posse da DG/AAC para 2009, o presidente da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) cessante, André Oliveira, foi o primeiro a tomar a palavra.
(…)
Sobre a perspectiva da Câmara Municipal de Coimbra cobrar taxas autárquicas à Queima das Fitas, André Oliveira teceu algumas críticas e convidou o “poder local a não esquecer tudo isto [o papel da AAC] sob pena de serem os próprios estudantes a esquecerem o governo da cidade”.
(…)
Retirado de
Jornal Universitário de Coimbra - A CABRA - Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra
Juicy Event 3
No dia 4 de de Fevereiro realiza-se o Juicy Event 3 no bar Quebra, em Coimbra. Este evento é organizado pela Associação Existências, no âmbito do Projecto Nov'Ellos.Como habitualmente será proposto aos presentes que experimentem os sumos naturais existentes. Serão ainda disponibilizados materiais preventivos e informativos sobre substâncias psicoactivas.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Queima das Fitas de 2008 em Coimbra

Organização registou mais de 500 mil entradas nas nove noites de concertos na Praça da Canção.
Jornal Público, 20.01.2009, André Jegundo
Papilas gustativas abrem caminho à dependência do tabaco

Até agora, os cientistas pensavam que a nicotina teria de migrar até ao cérebro, passando pelos pulmões e a corrente sanguínea, para conseguir os seus efeitos.
No entanto, uma equipa de investigadores descobriu que existe um segundo caminho de reconhecimento da nicotina que provavelmente contribui para a dependência. É na boca que se encontram esses receptores, que são responsáveis pela activação do córtex gustativo (no cérebro). Os investigadores explicam que a nicotina estimula os sistemas na boca: um relacionado com o sabor amargo e outro específico da nicotina.Os receptores da nicotina presentes nas papilas gustativas produzem a activação neuronal do córtex gustativo, que está na ilha do córtex.Sabe-se que os danos nessa região cerebral podem terminar de forma instantânea com a adição à nicotina, pelo que os cientistas estudam agora se os receptores bucais estão relacionados com os efeitos dessa substância no cérebro.Se assim for, o bloqueio pode converter-se numa arma eficaz contra o tabagismo.O poder aditivo do tabaco reside no efeito que a nicotina tem no cérebro. A equipa de investigadores sugere que o desenvolvimento de medicamentos para aplicar nos receptores bucais da nicotina de forma tópica reduziria drasticamente os efeitos secundários dos tratamentos actuais.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
"Juicy Events 2"
No próximo dia 7 de Janeiro de 2009 a Associação Existências, no âmbito do Projecto Nov'Ellos irá realizar o segundo "Juicy Event” no Bar Quebra, com a presença habitual do DJ by accident. quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Um quinto dos portugueses fuma menos por causa da nova lei.

31.12.2008, Jornal Público, Catarina Gomes
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
beba com cabeça

"Seja responsável, beba com moderação." A frase é conhecida, mas afinal o que é beber com moderação? As dúvidas já podem ser testadas através de um simulador que, indicando o sexo do utilizador, o tipo e a quantidade de álcool ingerido ou a ingerir, mostra quantas unidades de álcool foram consumidas, mostrando se esse é ou não um comportamento moderado. O simulador está disponível no site www.bebacomcabeca.pt, o novo projecto da Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE) que pretende que os consumidores conheçam os efeitos do álcool no corpo e possam testar se o seu consumo de álcool é responsável. O secretário-geral da ANEBE, Mário Moniz Barreto, explica que o site coloca "na mão do consumidor toda a informação para fazer escolhas acertadas". Para além do simulador, o site tem várias informações sobre hábitos de consumo alcoólico, para esclarecer os utilizadores e tentar "desfazer mitos urbanos, distinguir preconceito do conhecimento, dar informação científica sobre os reais efeitos do álcool", explicou Moniz. O site vai ter informações dedicadas a pais, grávidas, portadores de doenças para tentar esclarecer "da melhor maneira possível" os efeitos do álcool e os comportamentos correctos a adoptar. O conceito, Drink Aware, nasceu no Reino Unido, há cerca de oito anos. Chega agora a Portugal e em Fevereiro será apresentado oficialmente.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Licença musical

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Juicy Events

Esta actividade pretende promover o consumo de bebidas não alcoólicas, nomeadamente sumos naturais, ao mesmo tempo que se efectua a distribuição de material informativo e preventivo.
As próximas sessões estão agendadas para as primeiras quartas-feiras de cada mês.
Esta actividade contou com a colaboração do DJ “By accident”.
Um quarto dos fumadores pode desenvolver obstrução crónica dos pulmões

Segundo a avaliação, apenas dez por cento dos rastreados tinham consultado um médico por causa de uma alteração respiratória. No estudo participaram 4210 homens e 1105 mulheres, com a média de idades a rondar os 50 anos, os hábitos tabágicos foram semelhantes entre o sexo feminino e masculino, verificando-se que a população analisada que deixou de fumar fê-lo, em média, por volta dos 40 anos.A iniciativa permitiu detectar casos de obstrução pulmonar, assim como informar a população sobre esta doença crónica e silenciosa. A DPOC é, de acordo com a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, a única doença crónica que regista crescimento e mata mais do que o cancro do pulmão ou mesmo a SIDA. A doença caracteriza-se por obstrução dos canais respiratórios que diminui a quantidade de ar que entra nos pulmões e é acompanhada por dificuldade respiratória (dispneia), tosse e aumento da produção de expectoração. As conclusões deste estudo vão ser divulgadas sexta-feira no Congresso de Pneumologia que se realiza no Porto. O estudo incluiu empresas privadas de ramos tão diferentes como indústria têxtil, comércio, indústria metalúrgica, serviços, e instituições públicas de saúde como hospitais, centros de saúde e unidades de saúde familiar.
04.12.2008 - 16h14 Lusa – Jornal Público
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Gala Transformismo
Plastic Session 2

A Associação Existências, no âmbito dos seus projectos, incluindo o Projecto Nov'Ellos. irá realizar em colaboração com a IC-Zero (associação cultural), o evento Plastic Session 2, dia 28 de Novembro, na discoteca Via Latina, em Coimbra.
Este evento está incluído nas comemorações do 1 de Dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a SIDA.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
1 de Dezembro
As actividades a desenvolver incluem:
Dia 26 (quarta-feira): Conversas na rua
Praça da República (entre as 14 e as 19 horas), estando presentes ainda o CAD e a APF
Actividade de Rua: conversas com as pessoas que circulam sobre a importância da prevenção na área do VIH/ Sida; sensibilizar para a importância de realização regular do teste de detecção de anticorpos VIH; distribuição de materiias informativos
Dia 28 (sexta-feira): Plastic Session 2
Discoteca Via Latina, em colaboração com a associação ICO. Com a presença da Cosa Nostra.
Jantar seguido de diversas actividades.
(Presença no jantar dependente de inscrição)
Dia 30 (domingo): Festa Trans
Discoteca Ar D´Rato (a partir das 24h)
Evento de transformismo promovido pela Existências
Dia 1 (segunda-feira): Dia Mundial de Luta Contra a SIDA
Baixa de Coimbra e Parque Verde (entre as 15 e as 19 horas)
Actividade de Rua: conversas com as pessoas que circulam sobre a importância da prevenção na área do VIH/ Sida; sensibilizar para a importância de realização regular do teste de detecção de anticorpos VIH; distribuição de materiais informativo.
Contamos com todos os que se queiram juntar a nós!!
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Anfetaminas
A história das anfetaminas e das metanfetaminas está intimamente relacionada à história de medicamentos estimulantes naturais. No final do século XIX, um cientista resolveu estudar o chá de Ma Huang, uma planta chinesa, actualmente conhecida como efedra. O chá de efedra era muito empregado na medicina chinesa para tratamento de doenças respiratórias e como tónico estimulante nos estados gripais e doenças debilitantes. Esse cientista descobriu que os efeitos do chá eram produzidos por algumas substâncias químicas presentes na planta.Uma dessas substâncias foi isolada da planta e identificada, recebendo o nome de efedrina. Algum tempo depois, a molécula da efedrina passou a ser fabricada em laboratório, de modo que ninguém mais dependia do cultivo da planta para obter a efedrina. A efedrina foi, portanto, o primeiro estimulante natural que virou droga sintética.
A efedrina possui vários efeitos. A partir desse conhecimento, alguns cientistas resolveram fabricar várias moléculas parecidas com a efedrina para ver que efeitos elas teriam e se poderiam ser de alguma valia no tratamento de doenças. Entre essas primeiras moléculas destacam-se:
Anfetamina – sintetizada pelo químico alemão Lazar Edeleanu, em 1887.
Metilenodioxianfetamina (MDA) – sintetizada por G. Mannish e W. Jacobson, em 1910.
Metilenodioximetanfetamina (MDMA) – sintetizada pela Merck, em 1912, na Alemanha.
Metanfetamina – sintetizada pelo químico japonês, A. Ogata, em 1919Com o avanço dos testes clínicos, muitos dos efeitos desses fármacos passaram a ser conhecidos, sendo semelhantes a alguns efeitos da efedrina, ainda que com intensidade diferente. Durante a Segunda Grande Guerra, os soldados recebiam anfetaminas como estimulantes. O propósito era mantê-los acordados por mais tempo, com menos cansaço, menos sede ou fome, com maior força física e mais agressivos. Essas anfetaminas produzem efeitos mais fortes sobre o sistema nervoso central do que a efedrina.

